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Rússia e Ucrânia param ataques ao setor de energia, diz Trump

Rússia e Ucrânia param ataques ao setor de energia, diz Trump
De olho nas eleições nos EUA, Trump comenta alta no preço do diesel Crédito: Emily J. Higgins/The White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (14) que a Ucrânia e a Rússia concordaram em suspender os ataques ao setor de energia um do outro. Ainda não há confirmação de Kiev e Moscou. Criticado pelo aumento dos preços de combustíveis devido à guerra no Irã, o republicano agora diz que o problema é o conflito europeu. "A Ucrânia concordou em não atacar alvos de energia russos. A Rússia concordou com o mesmo. O aumento do preço do diesel no mundo é principalmente causado pela guerra Rússia/Ucrânia, não [pelo conflito no] Irã", escreveu na rede Truth Social.

No domingo (13), Trump havia dito que tinha feito o pedido de trégua em um telefonema com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski. O ucraniano se pronunciou somente nesta segunda, após o anúncio de Trump.


Kiev não está confiante na palavra da Rússia

Kiev não está confiante na palavra da Rússia
Guerra no Oriente Médio pressiona preço do petróleo no mundo Crédito: Reuters/Folhapress

Segundo Zelenski, a Ucrânia está pronta para interromper ataques à Rússia se seus parceiros garantirem que Moscou se absterá de atingir instalações de energia, infraestrutura e rotas de abastecimento de alimentos do país. O ucraniano ainda afirmou que Kiev não está convencida de que a Rússia está disposta a cumprir qualquer acordo. "A guerra precisa chegar ao fim. E uma medida de desescalada em relação à infraestrutura crítica poderia ser o primeiro passo rumo à paz. Esperamos detalhes concretos de nossos parceiros", disse Zelenski.

E se a trégua realmente entrar em vigor?

Se a trégua começar de fato, sai ganhando mais imediatamente o russo Vladimir Putin, que está sob pressão desde que Kiev escalou sua campanha com ataques de drones e e mísseis de maior alcance contra o sistema energético russo. Alvejando refinarias, os ucranianos levaram a uma crise de abastecimento ainda em curso na Rússia. O país, segundo maior produtor de petróleo do mundo, foi obrigado a vetar a exportação de diesel e gasolina, e passou a comprar combustíveis. Postos mesmo em Moscou vivem em racionamento.

Putin vem perdendo popularidade na Rússia

Isso e as ações contra centros de empresas de varejo online afetaram a avaliação de Putin. Já os ataques da Rússia nesse setor vinham se concentrando na infraestrutura elétrica e de gás da Ucrânia. O país depende da commodity não só para indústrias, mas também para o aquecimento residencial. Com o inverno no horizonte, há o temor de como Kiev irá lidar com a falta de energia. Em 2025, o sistema elétrico da Ucrânia colapsou.

Violência no maior nível

Como vive uma escassez de mísseis de interceptação, parcialmente suprida por parceiros europeus, a Ucrânia tem sido alvejada pelas forças de Putin. A violência está no maior nível de todo o conflito, e as mortes de civis atingiram um recorde desde o primeiro mês da guerra, março de 2022. Zelenski vinha buscando trégua no mar Negro.

Exportação ucraniana

Ele busca a trégia devido à escalada iniciada por ele contra o tráfego mercantil.Putin não havia aceitado. Estimativas apontam queda de 75% das exportações de grãos ucranianos, principal fonte de renda do país, e de 60% na Rússia. Para Donald Trump, o problema maior desse conflito se chama eleição parlamentar de novembro.

Partido Republicano

Seu Partido Republicano pode perder o controle das duas Casas do Congresso, e a guerra no Oriente Médio é muito impopular principalmente pelo impacto nas bombas de combustível.

De 28 de fevereiro, quando EUA e Israel iniciaram a guerra contra o Irã, os preços da gasolina subiram até 50% nos postos americanos.

Situação se agravou

Apesar do discurso de Trump, Putin só suspendeu a venda de derivados de petróleo no fim de julho, enquanto a pressão inflacionária globo afora já vem de antes. Com a nova escalada na região, a partir da ofensiva dos rebeldes pró-Irã houthis do Iêmen no mar Vermelho e o ataque ao principal oleoduto da Arábia Saudita, a situação se agravou.

Barril Brent em alta

Nesta segunda-feira (14), o preço do barril Brent, referência em contratos futuros, passou dos US$ 108 (cerca de R$ 555, na cotaço atual). Imediatamente antes do começo da guerra, estava em US$ 70, e chegou a atingir US$ 114 em maio, no auge das tensões.

Por Igor Gielow (Folhapress)

Kim Jong‑un

Inteligência de Seul investiga se ditador da Coreia do Norte tem um 3º filho. A agência de inteligência, na Coreia do Sul, já havia afirmado que se acredita que Kim Jong-un, 42, tenha três filhos, mas ainda há dúvidas tanto sobre o número de descendentes quanto sobre a ordem de nascimento deles, o que pode influenciar na linha sucessória de poder.