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Netanyahu diz que não recuará até Hamas se desarmar

Netanyahu diz que não recuará até Hamas se desarmar
Netanyahu afirma que não cessará ataques até o desarmamento Crédito: Reuters/Folhapress

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, rejeitou na terça (4) o recente acordo com o Hamas anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que Israel não recuará de suas posições em Gaza até que o grupo terrorista esteja totalmente desarmado. O americano havia anunciado na semana passada que o Conselho da Paz, grupo criado por ele para negociar um acordo definitivo ao fim do conflito entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza, havia chegado a um acordo para desarmamento da facção palestina. As novas declarações de Netanyahu, no entanto, suscitam novas dúvidas sobre o avanço anunciado por Trump. O acordo previa que o Hamas iniciasse o desarmamento e que Israel suspendesse os ataques e começasse a retirar-se dos cerca de 60% do território de Gaza que controla atualmente.

 

Israel quer o desarmamento do Hamas

Israel quer o desarmamento do Hamas
Conselho de Paz de Trump dá apoio e garantias a Netanyahu Crédito: Daniel Torok/ Casa Branca

Autoridades do Hamas, sob condição de anonimato, confirmaram na semana passada à agência de notícias AFP que o acordo havia sido concluído. Eles disseram que apenas o comitê tecnocrático que governará Gaza teria autoridade para contabilizar e apreender as armas do grupo. O Hamas aceitou o desarmamento, condicionando-o à saída das forças do Estado judeu de Gaza. Nesta terça, porém, Netanyahu reiterou sua posição de que o desarmamento deve ocorrer primeiro, antes de qualquer remoção de tropas.

Qatar acusa Tel Aviv de atrasar a paz

Netanyahu afirmou que as forças israelenses continuarão a "fazer o que for necessário para proteger a si mesmas, nosso território e nossos cidadãos". O premiê afirmou que o governo Trump "enviou uma minuta" a seu gabinete. "Nós não concordamos. Não é a nossa minuta. Enviamos nossos comentários... Essa é a nossa posição", disse o israelense em um vídeo publicado nas redes sociais. Em meio ao impasse, o Qatar, país mediador no conflito, acusou o governo Netanyahu de atrasar a aplicação do plano de paz para a Faixa de Gaza.

Conselho de Paz dá garantias a Israel

"A intensificação dos bombardeios israelenses nos últimos dias", sobre Gaza, "não passa de uma tentativa de descarrilar a aplicação do plano e de bloquear as soluções pacíficas para o conflito", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores catari, Majed Al Ansari. O Conselho de Paz de Trump assegurou a Netanyahu que o Exército de Israel não se retiraria do território palestino até o desarmamento total do Hamas.

Papa virá à América do Sul

O papa Leão 14 visitará três países da América do Sul em novembro, anunciou o Vaticano nesta quarta-feira (5). O pontífice irá ao Uruguai, à Argentina e ao Peru entre os dias 6 e 17 de novembro. A viagem é significativa para o líder católico que passou décadas como missionário e bispo no Peru antes de se tornar papa no ano passado.

Datas confirmadas

É também a primeira viagem de um papa à América do Sul desde 2018, quando o papa Francisco viajou ao Chile e ao Peru.

Apesar de ser argentino, ele nunca visitou sua terra natal como pontífice. Leão 14 ficará no Uruguai de 6 a 8 de novembro, na Argentina de 8 a 11 e no Peru de 11 a 17, informou a assessoria do Vaticano.

Papa: De volta ao lar

Embora seja o primeiro pontífice nascido nos Estados Unidos, o papa também é cidadão peruano. No país, foi bispo de Chiclayo, no noroeste, de 2015 a 2023. Durante sua passagem pelo Peru, o papa visitará Chiclayo, Lima, Cusco e Pucallpa, segundo o Vaticano. Na Argentina, visitará Buenos Aires, Córdoba e Luján. No Uruguai, irá a Montevidéu, Paysandú e Florida.

Bomba na Alemanha

A polícia da Alemanha encontrou pela primeira vez na Europa um drone armado com explosivo junto à pista de um aeroporto. O incidente ocorreu nesta quarta-feira (5) em Leipzig, onde um avião também colidiu com um objeto não identificado ao decolar, tendo de fazer um pouso forçado. O drone foi desarmado por um robô antibombas.

Explosivo caseiro

A bomba estava ao lado de um gigantesco avião de transporte An-124 da Antonov Airlines, empresa ucraniana de logística que usa Leipzig como centro de operações desde que a invasão russa de 2022 destruiu a base em Hostomel, perto de Kiev. Exames no aparelho mostram que era rudimentar e que o detonador não parecia funcionar. Seu explosivo era caseiro.

Autor desconhecido

Ninguém assumiu responsabilidade pelos episódios, que estão sob investigação por forças antiterrorismo e contra extremistas, mas as suspeitas nesses casos costumam cair sobre a Rússia —associada a uma longa série de incidentes envolvendo drones na Europa nos últimos anos.

Por Igor Gielow (Folhapress)