Ataque da Ucrânia mata sete e fere 40 em praia na Rússia
04 de agosto de 202600:03Redação
Vídeo postado por banhista registrou a queda do drone na praiaCrédito: Reprodução X/ @Archer83Able
Um ataque com drones da Ucrânia contra uma praia russa na costa do mar Negro matou ao menos 7 pessoas e feriu 40 nesta segunda (3). O incidente é mais um capítulo da escalada recente contra civis de ambos os lados da guerra iniciada por Vladimir Putin em 2022. O alvo foi a vila de veraneio de Arkhipo-Osipovka, no distrito de Gelendjik. A região é famosa por abrigar o chamado Palácio de Putin, uma edificação nababesca de custo estimado em R$ 5 bilhões atribuída ao presidente, o que o Kremlin nega. "O que aconteceu hoje foi um ataque deliberado do regime de Kiev contra a população civil, que não tem conexão alguma com infraestrutura militar", afirmou o governador da região meridional de Krasnodar, onde fica a praia. Segundo o governador, 17 pessoas estão internadas ainda, 9 em estado grave.
Kiev não comentou o episódio
Armazéns da Wildberries estão sendo destruídos pela UcrâniaCrédito: Yuri D.K. via Wikimedia Commons
Vídeos de rede social georreferenciados como autênticos mostram ao menos um drone caindo diretamente na praia, seguido de uma explosão. Os banhistas, aproveitando a temperatura máxima de 28 graus nesta segunda, fugiram em pânico. A chancelaria russa acusou a Ucrânia de terrorismo, e Kiev não comentou o episódio. Canais militares ucranianos sugeriram que o drone estava a caminho de um alvo militar e foi atingido por defesas eletromagnéticas, mas não é possível confirmar isso a partir das imagens.
Aviões‑robôs atingem unidade de refino
Ambos os lados negam mirar alvos civis na guerra, mas as mortes se acumulam: no sábado, por exemplo, dez pessoas morreram durante um ataque com mísseis à capital ucraniana. Desde maio, a Ucrânia tem escalado sua campanha contra a infraestrutura russa. Suas ações com drones e mísseis de novo alcance domésticos contra refinarias causaram desabastecimento e a implementação de um plano de emergência pelo Kremlin. Nesta segunda, uma unidade de refino em Saratov (centro) pegou fogo após ser atingida por aviões-robôs.
Novo galpão da "Amazon Russa" destruído
Os ucranianos apostam no efeito psicológico sobre a classe média ao destruir de forma sistemática grandes centros de distribuição da gigante do e-commerce Wildberries, que domina 45% do mercado. Nesta segunda, mais um centro foi destruído, desta vez em Vladimir. Ao todo, foram ao menos 15 ataques registrados. A empresa promete ressarcir consumidores.
Por Igor Gielow (Folhapress)
Novo apagão em Cuba
Cuba sofreu no domingo (2) novo apagão nacional em sua rede elétrica, informou a estatal de energia da ilha, que está submetida a um bloqueio de combustível imposto pelos EUA que já dura mias de seis meses. A estatal União Elétrica de Cuba (UNE) afirmou no X que houve uma "desconexão total" do sistema elétrico nacional, que deixou o país na escuridão.
Governo tenta reverter
O governo anunciou posteriormente que foram ativadas as medidas para restabelecer o serviço elétrico.
"Já começaram a ser ativados todos os protocolos para o restabelecimento do Sistema Elétrico. Às 22h43 desta noite ocorreu uma desconexão total", informou no X o Ministério de Energia e Minas de Cuba.
Embargo energético
A ilha tem sofrido cortes devido ao envelhecimento de suas usinas e a um embargo energético dos Estados Unidos que interrompeu as entregas regulares de combustível, necessário para abastecer as centrais elétricas. Esse apagão é o mais recente de colapsos totais da rede elétrica. Apenas 24 horas antes, cinco das 15 províncias do país ficaram sem energia.
Ultimato de Trump
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na segunda (3) que "quer dar ao Irã todas as últimas chances antes da decapitação", após dizer que o regime do país dá sinais dúbios e que deve escolher entre acordo ou se render. Trump ainda disse que o bloqueio ao estreito de Hormuz se mantém e que continuará até que haja um acordo ou a "rendição total".
Sem conversa dos EUA
"A liderança iraniana é inacreditavelmente dúbia. Eles pedem uma reunião —alguns diriam que 'imploram'— as conversas começam, com outras já marcadas para o futuro imediato, e então dizem de forma aberta e orgulhosa que não estão tendo nenhuma conversa [com os EUA]", afirmou o republicano em um post na Truth Social, sua rede social.
Trump em contradição
Horas depois, Trump afirmou que as negociações "estão ocorrendo" e defendeu que "esta é a última chance de eles assinarem um bom documento" de acordo. "Tomara que o Irã caia em si", disse. As declarações ocorrem após Teerã afirmar nesta segunda que não há negociações em andamento com Washington, contradizendo falas de Trump feitas um dia antes.
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