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María Corina Machado não se oporá ao diálogo na Venezuela

María Corina Machado não se oporá ao diálogo na Venezuela
Processo de diálogo está sendo liderado por outra opositora exilada Crédito: Reuters/Folhapress

A líder opositora na Venezuela e prêmio Nobel da Paz María Corina Machado disse, neste domingo (26), que não participará de um processo de diálogos entre um grupo de opositores e o regime liderado por Delcy Rodríguez, previsto para agosto e apoiado pelos EUA. Em meados de julho, o governo interino de Delcy e um grupo de ex-parlamentares opositores do período 2015-2020 anunciaram um plano de trabalho para o "fortalecimento da democracia" no país. Washington comemorou a iniciativa como um "passo importante no processo de reconciliação política" na Venezuela, da qual diz estar a cargo após a captura de Maduro. "Não nos corresponde explicar seus alcances e suas decisões. Quem o impulsiona [o processo] deve informar ao país seus objetivos, seu método e seu cronograma", diz a carta de María Corina, divulgada pelas redes sociais.

 

Espriella quer romper laços com Cuba

Espriella quer romper laços com Cuba
Presidente eleito da Colômbia quer cortar laços com 'tiranias' Crédito: Abelardo de la Espriella

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, afirmou que pretende romper as relações diplomáticas com Cuba e Nicarágua, ao anunciar o fechamento de 15 consulados e 14 embaixadas em vários países. Espriella, que deve tomar posse em 7 de agosto, afirmou que fechará embaixadas na Argélia, Haiti, Barbados, Hungria, Senegal, Etiópia, África do Sul, entre outros países. Ele também anunciou que unificará escritórios na França e na Itália, onde ainda existem representações em organismos como a Unesco e a FAO.

Ruptura de laços políticos com a Nicarágua

"No meu governo não haverá vínculo algum com tiranias", disse em referência a Cuba e Nicarágua, embora tenha acrescentado que as decisões "não significam romper relações diplomáticas" com os demais países. O governo da Nicarágua anunciou na semana passada uma reforma legislativa para impedir que partidos de oposição participem das eleições. "Com o restante dos países e organismos, a Colômbia manterá suas relações internacionais e garantirá o atendimento de seus cidadãos por meio de outras embaixadas", anunciou Espriella nas redes sociais.

Representação colombiana em Israel

O presidente eleito também planeja reabrir a representação colombiana em Israel, em Jerusalém, e ordenará a suspensão da instalação de uma embaixada na Palestina, uma iniciativa do presidente Gustavo Petro. Poucos países no mundo com relações diplomáticas com Israel têm sua representação em Jerusalém; a maioria, como a do Brasil, fica em Tel Aviv. Sob Trump, os Estados Unidos mudaram sua embaixada para a cidade sagrada.

Suspeito morto

O suspeito de realizar um ataque terrorista contra a parada LGBTQIA de Berlim, Abdul Ballout, 21, foi morto pela polícia no domingo (26). Ele foi encontrado em um complexo de jardins comunitários no bairro de Spandau, na capital, e avançou contra agentes de segurança com uma arma branca, sendo baleado em seguida. Ele morreu no local.

Ministro se pronuncia

"Tudo indica que estamos diante de um ataque terrorista islâmico", declarou Alexander Dobrindt, ministro do Interior da Alemanha, atualizando o número de feridos, que ainda era 16. "Neste momento, todas as forças policiais estão em plena mobilização, não apenas na cidade de Berlim, mas também em estações ferroviárias, aeroportos e nas fronteiras do país."

Morto a tiros

Horas depois da declaração, sem o alarde típico de grandes operações policiais, um comando especial das forças de segurança alemãs localizou Ballout. Após confronto, o suspeito foi morto a tiros. Dobrindt confirmou a informação de que o jovem usou um facão para ferir pessoas depois de ter batido o veículo que usou no atropelamento em massa no Tiergarten.

Análise está em curso

Segundo o ministro, a área do ataque não fazia parte das festividades do Christopher Street Day. O evento, que atraiu cerca de 700 mil pessoas, tinha 250 barreiras físicas no trajeto do desfile e forte presença policial. "Não se tratava do recinto do festival. A análise detalhada do percurso e da trajetória do veículo está ocorrendo neste momento", afirmou Dobrindt.

Suspeito era conhecido

Ballout era conhecido da polícia. Seu endereço registrado na prefeitura foi revirado por integrantes de esquadrões antiterrorismo durante a madrugada. Curiosamente, o prédio fica próximo à Potsdamer Platz, a menos de 500 metros do local do ataque. O suspeito nasceu na Alemanha em 2005, pouco depois de sua mãe ter obtido a cidadania, em 2002.

Estado Islâmico

O jovem tinha histórico de agressões e roubos e era considerado simpatizante do Estado Islâmico. Porta-voz da polícia de Berlim afirmou que várias pessoas estão detidas para averiguação. "Ainda trabalhamos com a possibilidade de haver mais de um autor", que poderá ser liberado hoje.

Por José Henrique Mariante (Folhapress)