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Zelenski anuncia mudanças e substitui a primeira‑ministra

Zelenski anuncia mudanças e substitui a primeira‑ministra
Iulia Sviridenko havia sido nomeada para o cargo em 2025 Crédito: Lukasz Kobus/ European Union via Wikiimedia Commons

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, anunciou neste domingo (12) uma reforma em seu governo na qual substituirá a atual primeira-ministra, Iulia Sviridenko, e os titulares de alguns órgãos governamentais. "A Ucrânia está mudando a sua estratégia política", escreveu Zelenski na rede social X. "As mudanças exigem uma renovação". Na postagem, ele agradeceu Sviridenko por seu trabalho. Ela havia sido nomeada ao cargo no ano passado.

O líder ucraniano afirmou que ofereceu a Sviridenko a oportunidade de "liderar uma nova e importante área de relações com um parceiro-chave", sem revelar detalhes.

As mudanças ocorrem após o aumento da pressão da Rússia sobre o vizinho. Um ataque a Kiev na semana passada matou 28 pessoas.

 

Condução de áreas da política externa

Condução de áreas da política externa
Conflito com a Rússia se intensificou nesse tempo Crédito: Reuters/Folhapress

Em comunicado, o presidente ucraniano listou uma série de prioridades para o país, entre elas avançar no processo de adesão à União Europeia e reforçar a segurança das regiões de fronteira. Ele também afirmou que pretende redistribuir a condução de diferentes áreas da política externa entre outros integrantes do governo. As mudanças no gabinete precisam de aprovação do Parlamento, mas os deputados têm apoiado as medidas de Zelenski desde o início da invasão russa, em 2022, e não costumam bloquear sua agenda.

Caso Midas abalou a política interna

Ao longo do último ano, a Ucrânia foi abalada pelo maior escândalo de corrupção de sua história recente, que culminou na renúncia do influente chefe da administração presidencial. O chamado caso Midas, que, segundo as autoridades, envolveu um esquema de propinas de US$ 100 milhões na estatal de energia nuclear Energoatom, atingiu pessoas próximas de Zelenski e gerou questionamentos ao governo em um momento em que Kiev tenta demonstrar aos aliados ocidentais que é capaz de combater a corrupção nos mais altos escalões do poder.

Rússia não dá trégua nesse período

As autoridades acusam Timur Mindich, ex-sócio de Zelenski, de liderar o esquema de corrupção. Também apontam Andrii Yermak, ex-chefe de gabinete do presidente, como suspeito. Eles negam as acusações.

Ao mesmo tempo, a Rússia não dá trégua em seus ataques. Bombardeios na madrugada deste domingo mataram quatro pessoas na Ucrânia, informaram as autoridades locais.

Tufão Bavi

O tufão Bavi atingiu o leste da China às 23h20 no horário local, neste sábado (11). Ele tocou a terra na cidade costeira de Taizhou, onde 2 milhões de pessoas foram retiradas pelas autoridades. Embora esteja perdendo força, o tufão ainda representa um grande risco pelos ventos de até 144 km/h e uma faixa de chuva que equivale à área da França.

Filipinas

A tempestade já passou pelo arquipélago japonês de Sakishima, no sul do país, e perto de Taiwan, onde 113 pessoas ficaram feridas. Nas Filipinas, a passagem do tufão Bavi matou 17 pessoas. Segundo a mídia estatal Xinhua, o Bavi é o segundo tufão a atingir a China neste ano —ambos com cerca de uma semana de diferença.

Rompimento de barragem

O último, que chegou ao território chinês pela ilha de Hainan, no sul do país, perdeu força ao chegar ao continente, mas somou-se ao volume de chuva já previsto, causando inundações que mataram ao menos 39 pessoas. Outras nove são consideradas desaparecidas. Das 39 mortes, 26 foram causadas pelo rompimento da represa de Liulan, em Guangxi.

Ajuda humanitária

Ao longo da semana, Pequim enviou cerca de 50 mil itens de ajuda humanitária para as províncias de Zhejiang e Fujian, antecipando-se aos danos que podem ser causados pelo tufão. Os itens incluem camas dobráveis, cobertores de verão e kits de emergência familiar para dar suporte aos moradores. O líder chinês, Xi Jinping, falou sobre a necessidade de reforços.

Taizhou

Xi falou sobre enviar todos os esforços para "organizar o resgate e o socorro, tratar os feridos e reassentar as pessoas afetadas, minimizando as vítimas e prevenindo desastres secundários", segundo a Xinhua. De acordo com a imprensa estatal chinesa, mais de 1,7 milhão de pessoas foram retiradas na província de Zhejiang, onde fica Taizhou.

Taiwan

Outras mais de 100 mil foram retiradas de áreas de risco na província vizinha de Fujian e em Pequim, enquanto cerca de 34 mil deixaram suas casas em Xangai. Em Taiwan, o governo retirou mais de 14 mil pessoas, principalmente de áreas montanhosas, enquanto a ilha interrompia parte de suas atividades devido à aproximação do Bavi pelo norte.