Em meio aos ataques e troca de ameaças com os Estados Unidos, o governo iraniano anunciou neste sábado (11) o fechamento do Estreito de Ormuz por tempo indeterminado. A informação foi divulgada pela Guarda Revolucionária do Irã, por meio da imprensa estatal.
De acordo com a Marinha da Guarda Revolucionária, a decisão foi tomada após um tiro de alerta contra uma embarcação civil que navegava por Ormuz em uma rota considerada irregular pelo governo do Irã. O navio teria sido abordado e detido depois de ignorar orientações da autoridade iraniana.
Após o incidente, a Guarda Revolucionária anunciou que nenhuma embarcação terá autorização para navegar por Ormuz, rota estratégica para o transporte de gás e petróleo da região para o resto do mundo, “até novo aviso”, que exigirá também o fim da “interferência dos Estados Unidos” na administração da passagem marítima.
A tensão entre os dois países tomou novas proporções nesta sexta-feira (10) e sábado, depois que o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, prometeu vingança pela morte do pai, o aiatolá Ali Khamenei, cujo funeral se estendeu por quatro dias desta semana. As ações incluiriam o assassinato do presidente dos EUA, Donald Trump.
“A vingança pelo mártir do Irã é a exigência do nosso povo e, com toda a certeza, deve ser realizada. Esses criminosos, cuja lista completa — do primeiro ao último — está em nossas mãos, levarão para o túmulo o desejo de ter uma morte tranquila, em sua própria cama”, afirmou Mojtaba Khamenei, em suas redes sociais.
Na sexta-feira (10), alertado por Israel sobre um plano de assassinato, Trump ameaçou “destruir o país” caso o Irã atente contra sua vida. Em suas redes sociais, o presidente dos EUA afirmou ter “milhares de mísseis” apontados para o Irã.
“Mil mísseis estão prontos para disparo e apontados para a República Islâmica do Irã, com milhares de outros prontos para serem lançados imediatamente em seguida, caso o governo iraniano cumpra a ameaça, feita em muitos cantos do mundo, de assassinar, ou tentar assassinar, o presidente em exercício dos Estados Unidos da América, neste caso, eu”, disse Trump.
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