Os Estados Unidos negaram neste domingo (12) que o Estreito de Ormuz esteja sob o controle do governo do Irã e afirmaram que a rota marítima está aberta para o tráfego de navios comerciais. A informação contraria o anúncio do Irã, feito no sábado (11), dando conta do fechamento de Ormuz até o fim da “interferência dos EUA” na região.
De acordo com o Controle Central das Forças Armadas dos EUA (CentCom), as tropas norte-americanas estão posicionadas para garantir a passagem de embarcações comerciais pelo estreito. Em comunicado divulgado em suas redes sociais, o CentCom voltou a acusar o Irã de violar os termos do cessar-fogo entre os dois países com “agressões injustificadas” a navios civis.
“O Estreito de Ormuz está aberto a todos os navios que buscam transitar legalmente pela via navegável internacional. As forças dos EUA estão posicionadas e preparadas para garantir que a liberdade de navegação permaneça disponível, apesar da agressão iraniana injustificada, assédio, ameaças e declarações arbitrárias. O Irã não controla o estreito. O tráfego está fluindo”, afirmou o Controle Central dos EUA.
No sábado, a Guarda Revolucionária do Irã confirmou ter disparado tiros de advertência contra duas embarcações que seguiam uma “rota não autorizada” por Ormuz. Um dos ataques ocorreu a cerca de 17 km a leste da Península de Musandam, pertencente a Omã, e provocou um incêndio a bordo do navio GFS Galaxy, de bandeira do Chipre, que faz o transporte de contêineres.
Vinte e três tripulantes da embarcação foram resgatados em um bote salva-vidas e uma pessoa está desaparecida.
“Várias embarcações tentaram seguir uma rota não autorizada e ignoraram nossos avisos e sinais. Uma embarcação que comprometeu a segurança marítima ao desativar seus sistemas foi atingida por tiros de advertência e detida", declarou a Guarda Revolucionária, acrescentando: "O Estreito de Ormuz permanecerá fechado até segunda ordem e até a conclusão das operações dos EUA na região. Nenhuma embarcação terá permissão para passar”, disse a Guarda Revolucionária do Irã, em comunicado.
De acordo com o CentCom, desde o início do acirramento do confronto, na semana passada, os EUA atacaram 140 alvos estratégicos do Irã. Por sua vez, a Guarda Revolucionária afirma ter atingido instalações militares dos EUA em quatro países. Os ataques teriam destruído um centro de comando e controle e hangares de drones na Jordânia, um radar no Kuwait e um centro de manutenção de jatos e uma instalação de comando no Catar, além de causarem danos a plataformas de apoio e reabastecimento de porta-aviões americanos em Omã.
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