Correio da Manhã
Internacional

Macron recebe Trump em Versalhes após cúpula

Encontro foi pelos 250 anos da independência dos EUA

Macron recebe Trump em Versalhes após cúpula
Donald Trump sendo recebido pelo presidente da França Crédito: Reprodução

O presidente da França, Emmanuel Macron, voltou a recorrer ao simbolismo do Palácio de Versalhes como instrumento diplomático ao receber, nesta quarta-feira (17), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro ocorreu em meio às comemorações dos 250 anos da independência americana e reforçou a estratégia do líder francês de transformar o antigo palácio real em palco para agendas internacionais de alto nível.

Em um ambiente marcado pela grandiosidade e pelo peso histórico, o jantar serviu não apenas para celebrar a relação entre os dois países, mas também para ampliar o diálogo político em um momento delicado da política internacional.

Em entrevista ao canal TF1 antes da abertura da cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na região da Alta Sabóia, Macron afirmou que a recepção tinha caráter comemorativo e destacou a participação francesa no processo de independência dos Estados Unidos.

Os dois chefes de Estado seguiram para Versalhes após os compromissos do G7, iniciado na segunda-feira (15). Para o governo francês, o encontro também representou uma oportunidade de prolongar as conversas bilaterais e assegurar a permanência do presidente americano até o encerramento das discussões multilaterais.

Diplomacia em cenário histórico

A recepção foi planejada com um protocolo detalhado e cercada por forte aparato de segurança. Trump desembarcou no aeroporto de Orly e seguiu até Versalhes em um comboio formado por cerca de sessenta veículos, refletindo a importância política atribuída ao encontro.

Antes do jantar, marcado para as 19h45, Macron e Trump percorreram alguns dos espaços mais conhecidos do palácio, entre eles o Salão dos Espelhos e a Capela Real. Os dois líderes também visitaram a exposição "Versalhes e os Estados Unidos", dedicada aos vínculos históricos entre os dois países.

O palácio ocupa um lugar relevante na trajetória da independência americana. Foi ali que o rei Luís XVI decidiu apoiar militarmente os revolucionários dos Estados Unidos, liderados por Benjamin Franklin, em 1778. Anos depois, em 1783, Versalhes sediou a assinatura do tratado que reconheceu oficialmente a independência americana.

Ao comentar a celebração, Macron afirmou que o momento serviria para homenagear a amizade entre as duas nações.

Apesar da atmosfera solene e do cenário imponente, a programação da noite foi mais discreta do que o esperado. Diferentemente de outras ocasiões realizadas em Versalhes, não houve espetáculo de luzes nem apresentação de fogos de artifício nos jardins do palácio.