ONU inclui Israel em lista de abuso sexual em guerras
29 de maio de 202600:01Redação
Embaixador israelense condena inclusão do país na listaCrédito: UN Photo/Eskinder Debebe
O embaixador de Israel na ONU anunciou, nesta quinta-feira (28), a suspensão das relações com o secretário-geral da organização, António Guterres, ao denunciar a decisão da entidade de incluir Israel na lista de países responsáveis por violência sexual em conflitos.
O documento foi visto e confirmado por agências de notícias e será enviado aos integrantes do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Além de Israel, a Rússia também foi incluída na lista por atos cometidos durante a Guerra da Ucrânia.
"Estamos fartos desse secretário-geral", declarou o embaixador Danny Danon em uma mensagem de vídeo publicada no X.
Relações estão congeladas
A missão israelense esclareceu que isso significa o "congelamento" de suas relações com o gabinete do secretário-geral da ONU até o final de seu mandato, em 31 de dezembro de 2026. "A decisão de incluir Israel na lista e nos acusar de usar violência sexual como arma de guerra é ultrajante", afirmou. "O secretário e sua equipe continuam espalhando mentiras contra Israel para nos colocar, juntamente com os terroristas do Hamas, na mesma lista. Isso é inaceitável", acrescentou.
"Decisão vergonhosa e absurda"
Danon repudiou ação e fez referência ao New York TimesCrédito: Reuters/Folhapress
"A decisão vergonhosa e absurda da ONU de incluir entidades israelenses no anexo do relatório sobre CRSV [violência sexual relacionada a conflitos] é mais uma prova da verdadeira natureza da ONU: uma organização politizada e corrupta que abandonou seus princípios fundadores e tem como missão principal atacar sistematicamente Israel", disse Oren Marmorstein, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, em publicação no X. Segundo Danon, Israel convidou representantes da ONU para irem ao país verificar as acusações
Bronca com o The New York Times
"Eles optaram por não vir e preferiram continuar com a campanha contra Israel. Vimos a mentira no New York Times e agora vemos outra mentira vinda da ONU", diz, em referência a texto publicado pelo jornal que compila denúncias de violência sexual contra palestinos em prisões israelenses. Um dia depois, Israel divulgou um relatório de 300 páginas em que acusa o Hamas de "violência sexual sistemática".
Guarda do Irã
Nesta quinta, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado uma base aérea dos EUA, que teria sido de onde partiu a ofensiva contra seu território. Teerã disse ainda ter abatido uma aeronave americana próximo à cidade de Bushehr, no golfo Pérsico, mas não deu detalhes sobre que tipo de avião seria.
Sem confirmação
O Pentágono não confirmou a informação, e uma autoridade disse à Reuters que os EUA não perderam nenhuma aeronave na região nos últimos dias. O Kuwait afirmou durante a madrugada ter respondido a ataques com mísseis e drones e posteriormente condenou as ações iranianas, classificando-as de uma "perigosa escalada".
Dissidentes das Farc
Pelo menos três dias de combates entre grupos dissidentes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) deixaram dezenas de mortos na zona central da Colômbia às vésperas das eleições presidenciais no país, disseram nesta quinta-feira (28) a imprensa local e a agência de notícias AFP.
Até o dia da eleição
O número, baseado em relatos de autoridades e cidadãos, ainda é incerto. O jornal El Colombiano fala em cerca de 50 mortes, enquanto a AFP, citando entrevista com prefeito da região, informa que 48 rebeldes morreram. Fato é que a onda de violência, que começou na segunda (25), deve repercutir até o dia da votação para presidente, no domingo (31).
Cenário mórbido
"Os corpos estão amontoados lá, precisam ser removidos", afirmou à agência de notícias Willy Rodríguez, prefeito de San José del Guaviare, capital do departamento onde a matança ocorreu e talvez ainda esteja ocorrendo, já que não se sabe se os combates continuam. O político descreveu o cenário mórbido.
Recolher corpos
Descrição foi feita com base em relatos de pessoas da comunidade, uma vez que as autoridades não conseguiram chegar ao local, segundo a AFP. Pela manhã, equipes de resgate ainda aguardavam a autorização dos grupos armados para recolher os corpos.
Por Daniela Arcanjo (Folhapress)
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