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EUA violam cessar‑fogo de novo e enfurecem o Irã

EUA violam cessar‑fogo de novo e enfurecem o Irã
Violação do cessar-fogo pode ter retaliação iraniana Crédito: Joyce N. Boghosian/ Casa Branca

O Irã afirmou que os Estados Unidos violaram o cessar-fogo após realizarem o que chamaram de ataques defensivos no sul do país. A Guarda Revolucionária do país, em paralelo, afirmou na terça (26) que se reserva o direito de retaliar. O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que os ataques americanos na província de Hormozgan, no sul do país, representaram uma "violação flagrante" do frágil cessar-fogo em vigor há quase sete semanas. Ambos os lados indicaram progresso nas negociações em um memorando que poderia interromper a guerra e restabelecer a navegação pelo estreito de Hormuz, atualmente bloqueado, além de conceder aos negociadores 60 dias para questões mais complexas, incluindo o programa nuclear iraniano.

 

Negociação pode "levar alguns dias"

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, sinalizou que negociar a interrupção do conflito pode "levar alguns dias". Após os ataques contra alvos que incluíam locais de lançamento de mísseis, Rubio disse a jornalistas que Hormuz precisa ser aberto "de um jeito ou de outro". Apesar da trégua, o Comando Central dos EUA afirmou na segunda ter realizado novos ataques pra "proteger as tropas das ameaças representadas pelas forças iranianas".

Direito iraniano à retaliação

Direito iraniano à retaliação
Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, se manifestou Crédito: Rede de Notícias da República Islâmica do Irã (IRINN)

A Guarda Revolucionária do Irã, que defendeu seu direito à retaliação, afirmou ainda que unidades de defesa aérea abateram um drone americano e dispararam contra outro drone e um caça que teria entrado no espaço aéreo iraniano sobre a região do Golfo.

Em comentários publicados por meio de seu canal no Telegram, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que"o relógio não pode ser retrocedido, e as nações e terras da região não serão mais um escudo para bases americanas."

Mojtaba Khamenei se manifesta

"De agora em diante, os slogans 'Morte à América' e 'Morte a Israel' serão os slogans da nação islâmica e dos povos oprimidos do mundo, especialmente os jovens", acrescentou. O presidente dos EUA, Donald Trump, já havia citado esses slogans ao justificar ações militares contra o Irã. O americano afirmou que as negociações com o Irã estavam indo "bem" em uma longa publicação no Truth Social.

Alerta de Trump

Trump, porém, alertou para novos ataques caso fracassassem. "Só haverá um Grande Acordo para todos, ou nenhum acordo", escreveu ele. Trump também pediu que outros Estados de maioria muçulmana, incluindo Arábia Saudita, Qatar, Paquistão, Turquia, Egito e Jordânia aderissem aos Acordos de Abraão.

Acordos de Abraão

Os Acordos foram negociados durante seu primeiro mandato e que visam normalizar as relações entre esses Estados e Israel.

A posição de longa data da Arábia Saudita é de que não assinará os acordos a menos que haja um consenso sobre um roteiro para a criação de um Estado palestino.

Netanyahu

Em mais um indício das tensões na região, Binyamin Netanyahu afirmou na segunda que Israel intensificará os ataques contra o Hezbollah, no Líbano. Nesta terça, as Forças Armadas israelenses emitiram alertas de retirada para os moradores de Nabatieh, no sul do território libanês, indicando possíveis ataques aéreos.

Líbano

Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo em meados de abril, mas Israel continuou os ataques aéreos, afirmando serem atos de autodefesa contra o Hezbollah, que não era signatário do acordo. O assunto ainda parece muito longe de ter um desfecho, mas as negociações seguem acontecendo.

Por Folhapress

Trump x UCLA I

O Departamento de Justiça dos EUA entrou com uma ação judicial contra a Universidade da Califórnia em Los Angeles, afirmando que a instituição tolerou um "ambiente educacional hostil para estudantes judeus e israelenses". É o segundo processo do governo Trump contra a universidade sob acusação de discriminação.

Trump x UCLA II

Em sua queixa, o governo acusou a UCLA de violar uma lei federal que proíbe discriminação por raça, cor ou origem nacional em qualquer programa ou atividade que receba assistência financeira federal — "por meio de sua indiferença deliberada a esse antissemitismo generalizado no campus". Por Folhapress