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Trump ameaça explodir aliado se 'não se comportar'

Trump ameaça explodir aliado se 'não se comportar'
Omã estaria negociando parceria com Teerã Crédito: Daniel Torok/ Casa Branca

O presidente Donald Trump, disse nesta quarta-feira (27) que ainda não está satisfeito com os termos de um possível acordo com o Irã e afirmou que os Estados Unidos não estão discutindo o alívio das sanções contra o país.

Falando a repórteres durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, Trump voltou a fazer ameaças contra o regime iraniano. "O Irã está muito determinado, eles querem muito fazer um acordo. Até agora, não chegaram lá... não estamos satisfeitos com isso, mas estaremos. Estaremos ou teremos que simplesmente terminar o trabalho", disse o republicano.

As negociações entre os dois países seguem estagnadas com a discussão sobre o controle do estreito de Hormuz.

 

EUA voltaram a atacar o Irã

E também pelo programa nuclear iraniano. Apesar da extensão do cessar-fogo estabelecido em 8 de abril, os EUA voltaram a atacar o Irã na segunda-feira (25), alegando autodefesa e sofrendo novas ameaças de retaliação.

Donald Trump disse nesta quarta-feira (27) que a intenção desta ação é que um possível acordo com Teerã abra o estreito imediatamente, sem ser controlado por um país específico.

Supervisão sem controle dos EUA

Supervisão sem controle dos EUA
Casa Branca não respondeu sobre falas de Trump Crédito: Foto de Ramaz Bluashvili/Pexels

"Vamos supervisionar, mas ninguém vai controlar. Isso faz parte da negociação que temos. Eles gostariam de controlar. Ninguém vai controlar. São águas internacionais, e Omã vai se comportar como todo mundo ou teremos que explodi-los", afirmou o presidente. O Irã vem discutindo uma parceria com Omã —um aliado dos Estados Unidos— sobre um sistema que cobraria taxas das embarcações que passam pelo estreito, ignorando os alertas feitos pelo governo Trump contra exigências de pagamento para atravessar a importante via marítima internacional.

Casa Branca não respondeu

Na semana passada, em meio às discussões com Omã, a recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico do Irã publicou nas redes sociais que havia "definido os limites da área de supervisão de gestão do estreito de Hormuz" e que a passagem exigiria uma permissão. A Casa Branca não respondeu a um pedido de comentário sobre a declaração de Trump, tampouco a embaixada de Omã em Washington.

Mortos no Líbano I

De acordo com o Ministério da Saúde libanês, mais de 3.200 pessoas morreram desde o início dos ataques de Israel ao Líbano, e mais de 1,2 milhão foram deslocadas pelo conflito desde que o Hezbollah se juntou à reação do Irã aos ataques de Israel e Estados Unidos, no fim de fevereiro.

Mortos no Líbano II

A facção xiita apoiada por Teerã, por sua vez, disse nesta quarta-feira (26) que travou combates próximos com o Exército israelense na cidade de Zawtar al-Sharqiyah, na margem norte do rio Litani e cerca de 10 km da fronteira com Israel. Delegações dos dois países têm se reunido sob mediação do governo de Donald Trump em Washington.

Vivos na caverna

Cinco das sete pessoas que ficaram presas na última semana em uma caverna inundada no Laos foram encontradas com vida nesta quarta-feira (27), informaram equipes de resgate laocianas e tailandesas. Os socorristas ainda disseram que seguem as buscas pelas outras duas pessoas desaparecidas.

Busca por ouro

Sete moradores do Laos entraram na caverna na província central de Xaysomboun, a cerca de 125 km da capital Vientiane, em 20 de maio, informou a mídia estatal. Autoridadaes estimaram que o grupo ficou preso a mais de 100 metros da entrada da caverna, em uma área profunda e de difícil acesso. Eles estavam procurando ouro, mas ficaram presos dentro do local.

Água abaixou

Depois que fortes chuvas provocaram uma enchente repentina, a água bloqueou a saída. Autoridades e moradores locais trabalharam para bombear a água para fora da caverna, mas as equipes de resgate ainda não tinham conseguido chegar ao grupo até esta quarta. Durante a manhã, o nível da água na caverna havia baixado.

Fé funcionou

Socorristas, autoridades e moradores se reuniram do lado de fora da caverna na manhã de quarta, antes da retomada das operações, para realizar uma cerimônia espiritual tradicional, oferecendo galinhas e álcool de arroz aos espíritos sagrados que protegem a montanha e os socorristas, informou um grupo de resgate.