O homem acusado de abrir fogo durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado no sábado (25), em Washington, deverá ser formalmente indiciado na segunda-feira (27), segundo informou a procuradora federal Jeanine Pirro.
Identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, ele deve responder por uso de arma de fogo durante crime violento e agressão a um agente federal com arma perigosa. As autoridades ainda não esclareceram a motivação do ataque.
De acordo com Pirro, as investigações iniciais indicam que o suspeito pretendia causar o maior número possível de vítimas. Apesar disso, ninguém ficou ferido entre os participantes do evento, graças à atuação de um posto de controle de segurança instalado na entrada do salão principal.
O jantar contava com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que foi retirado do local pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos durante o incidente. O vice-presidente JD Vance e outros integrantes do governo também deixaram o evento às pressas.
Segundo o chefe interino da polícia de Washington, Jeffery Carroll, o suspeito estava armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas. Ele teria trocado tiros com agentes de segurança antes de ser detido.
Um agente do Serviço Secreto foi atingido durante a ocorrência, mas a bala ficou retida no equipamento de proteção. Conforme informou Anthony Guglielmi, o agente já recebeu alta médica.
As autoridades trabalham com a hipótese de que Allen agiu sozinho. Há indícios de que ele estava hospedado no hotel onde o evento ocorreu, o Washington Hilton, cujo quarto foi isolado para perícia.
Equipes do FBI também realizaram diligências em uma residência ligada ao suspeito na cidade de Torrance, onde foram instaladas barreiras policiais para investigação.
Registros públicos apontam que o suspeito atuava como professor e desenvolvedor de videogames no sul da Califórnia e possuía formação em engenharia pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia.
Após o incidente, Trump afirmou, em coletiva de imprensa, que acredita na hipótese de ação isolada. “Parece que eles acham que ele era um lobo solitário. E eu também acho isso”, declarou o presidente.
Lula presta solidariedade
O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva manifestou solidariedade ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o ataque a tiros em Washington. Em publicação neste domingo (26), Lula classificou o episódio como “violência política” e afirmou que se trata de uma “afronta aos valores democráticos”.
“Minha solidariedade ao presidente Donald Trump, à primeira-dama Melania Trump e a todos os presentes no jantar com correspondentes em Washington. O Brasil repudia veementemente o ataque de ontem à noite. A violência política é uma afronta aos valores democráticos que todos devemos proteger”, disse.
*Com informações da CNN