Um dia após a vitória histórica nas eleições da Hungria, Péter Magyar, futuro primeiro-ministro, ainda recebe felicitações, mas já começava a enfrentar pressões internacionais. Entre elas, a cobrança do governo alemão para que encontre rapidamente uma solução para o empréstimo europeu de € 90 bilhões destinado à Ucrânia, bloqueado pelo líder derrotado. Em entrevista, o eurodeputado destacou como prioridade o desbloqueio de cerca de € 20 bilhões em fundos europeus, atualmente retidos devido a violações do Estado de direito durante o governo anterior. O valor representa aproximadamente 10% do PIB do país e parte desses recursos pode expirar ainda neste ano. Para liberá-los, serão necessárias reformas institucionais, embora haja precedentes de flexibilização por parte da UE, como ocorreu com o premiê polonês Donald Tusk.