Ainda não terminamos", afirmou o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, sobre a ofensiva militar de Israel contra o Irã. A guerra já dura dez dias e se espalhou pelo Oriente Médio.
Sem entrar em detalhes, o premiê ainda disse que os ataques estão enfraquecendo a liderança clerical do país persa. No domingo (8), o regime escolheu seu novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, morto no começo das ações americanas e israelenses.
"Nossa aspiração é que o povo iraniano se liberte do jugo da tirania; em última instância, depende deles", declarou Netanyahu durante uma visita ao Centro Nacional de Comando de Saúde na noite de segunda-feira (9). "Mas não há dúvida de que, com as medidas tomadas até agora, estamos quebrando seus ossos e ainda não terminamos."
O embaixador israelense na França, Joshua Zarka, fez coro às declarações de Netanyahu. "Quando fomos questionados, no início desta guerra, sobre sua duração, dissemos que ela duraria algumas semanas. Isso não mudou", disse à emissora BFM nesta terça-feira (10).
"Estamos adiantados em relação ao cronograma para alcançar nossos objetivos." Já o chanceler israelense, Gideon Sa'ar, afirmou que o país não busca uma "guerra sem fim".
Mais cedo nesta terça, Teerã afirmou que lutará "pelo tempo que for necessário" contra Tel Aviv e Washington. "Estamos preparados para continuar os ataques com mísseis contra eles pelo tempo que for necessário e sempre que for necessário", declarou o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, ao canal americano PBS News.
Em meio ao bloqueio do estreito de Hormuz, fundamental para o mercado de energia global, o major-general Ali Mohammad Naeini disse que as forças iranianas estão preparadas para um eventual confronto naval com os americanos.
"As Forças Armadas da República do Irã estão aguardando a frota naval dos Estados Unidos", disse à imprensa estatal. Na segunda, a Guarda Revolucionária do Irã já tinha advertido que ela decidirá quando a guerra deve acabar. E também advertiu que nenhum litro de petróleo do Golfo será exportado enquanto prosseguir o conflito.
"As circunstâncias e o futuro da região estão agora nas mãos de nossas Forças Armadas; as forças americanas não acabarão com a guerra", declarou em um comunicado.
Horas antes do pronunciamento da Guarda Revolucionária, Donald Trump disse que a guerra no Irã vai "acabar bem rápido".
Teerã disse que as ameaças do republicano são vazias. "O Irã não tem medo de suas ameaças vazias. Mesmo aqueles maiores do que você não conseguiram eliminar a nação iraniana. Cuide de si mesmo para não ser eliminado!", disse o chefe de segurança do regime persa, Ali Larijani, em uma publicação na rede social X.