O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, nesta segunda-feira (2), que projetou a guerra no Irã para durar entre quatro e cinco semanas, mas afirmou que o país tem capacidade para "ir muito além disso". Assim como em entrevistas concedidas previamente, ele disse que o curso dos ataques está adiantado. "Mas, seja qual for o tempo, está tudo bem, custe o que custar", disse o republicano.
Esta é a primeira aparição pública de Trump desde o início dos ataques no Irã, que começou na madrugada do último sábado (28). Até agora, ele tinha aparecido apenas em vídeos gravados divulgados nas redes sociais.
Nos últimos dias, ele esteve em sua residência em Mar-A-Lago, na Flórida, e deu curtas entrevistas a jornais e TVs por telefone. Ao todo, ele falou com dez veículos, lista que inclui CNN, New York Post, Fox News, Daily Mail, The Atlantic, NBC, ABC e Telegraph. Tradicionalmente o republicando não costuma dar tantas entrevistas em sequência.
Antes do evento na Casa Branca, ele afirmou à CNN que a maior onda de ataques "ainda está por vir" e disse que os EUA estão dando uma "surra" no Irã. "Eu acho que está indo muito bem. É algo muito poderoso e nós temos os melhores militares do mundo e estamos usando eles."
O presidente retornou a Washington no domingo a noite, mas não respondeu a questionamentos de jornalistas. A cerimônia em que o presidente participou homenageava veteranos que lutaram e morreram em guerras americanas no Vietnã e no Afeganistão —lá, ele também não respondeu a questionamentos.
Ele destacou quatro objetivos da guerra: destruir as capacidades de mísseis do Irã, "aniquilar" sua Marinha, impedir que o país desenvolva armas nucleares e garantir que o regime não possa continuar financiando aliados na região.
Ainda sobre a guerra, ele afirmou que esta foi última e melhor chance de acabar com armas nucleares do regime. "Eles teriam mísseis para atacar nossa bela América", disse ele. As justificativas, como mostrou uma reportagem do The New York Times, são falsas ou não comprovadas.
Ao New York Post, ele disse que não descarta uso de tropas terrestres e alegou que o regime iraniano possuía mísseis capaz de atingir, além dos EUA, também a Europa. "Eles já tinham capacidade de atingir a Europa e nossas bases, tanto locais quanto no exterior."
O secretário do departamento de Defesa, Pete Hegseth afirmou que qualquer um que ameaçar o país vai ser morto. "Se vocês matarem americanos, se ameaçarem americanos em qualquer lugar da Terra, nós vamos caçá-los sem pedir desculpas e sem hesitação, e vamos matá-los", afirmou o americano.