Por: Igor Gielow (Folhapress)

Governos do mundo condenam ataque ao Irã

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, pediu neste sábado (28) que a comunidade internacional "responsabilize os criminosos" após os EUA e Israel lançarem uma onda de ataques contra alvos no país.

Em uma ligação com seu homólogo russo, o chanceler iraniano "enfatizou a importância de uma ação decisiva por parte da comunidade internacional, especialmente do Conselho de Segurança da ONU, para interromper as ações agressivas e responsabilizar os criminosos", informou o ministério.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou neste domingo (1º) que a morte do aiatolá iraniano Ali Khamenei foi "um assassinato cínico" e viola "todos os padrões da moralidade humana e da legislação internacional", segundo a agência de notícias estatal Tass. Desde 2022, quando invadiu a Ucrânia também sem mandado de organizações como a ONU, Putin é acusado da mesma coisa.

"Por favor aceitem minhas condolências pelo assassinato do líder supremo da República Islâmica do Irã, Seyed Ali Khamenei, e membros de sua família", disse Putin em nota enviada ao presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.

Quem também condenou os ataques foi a Venezuela. Sem mencionar a invasão sofrida em janeiro deste ano, chanceler venezuelano Yván Gil emitiu um comunicado oficial afirmando que "a Venezuela condena e lamenta profundamente que se tenha optado pela via militar com os ataques contra o Irã".

Da mesma forma, o embaixador chinês Fu Cong lamentou o episódio no Conselho de Segurança da ONU, lembrando que "a soberania, a segurança e a integridade territorial do Irã e de outros países da região devem ser respeitadas".

Os líderes de Alemanha, França e Reino Unido emitiram um comunicado coletivo condenando os ataques ao Irã e dizendo prezarem pela "vida coletiva".

Guerra chega a Omã

A retaliação iraniana pela operação militar americana-israelense chegou neste domingo até Omã, o sultanato que desde 2025 servia de mediador nas conversas indiretas entre EUA e Irã acerca do programa nuclear da teocracia, que estavam em curso quando Donald Trump resolveu atacar. Dois drones atingiram o porto comercial de Duqm, que fica distante dos alvos iranianos no vizinho Emirados Árabes Unidos, ferindo uma pessoa. Um petroleiro de bandeira de Palau que estava perto da costa do país também foi atacado, com quatro feridos, na primeira ação confirmada no estreito de Hormuz.