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Donald Trump fala sobre o Irã no "Conselho da Paz"

O presidente dos EUA, Donald Trump, se reuniu com 20 líderes mundiais na quinta (19) para o Conselho da Paz, criado por ele. Durante o discurso da abertura, o presidente dos EUA, Donald Trump, falou sobre os conflitos no Irã. "Irã deve fazer acordo ou coisas ruins acontecerão", disse. "Talvez tenhamos que dar um passo a frente ou não. Vamos descobrir nos próximos dez dias". Além da ameaça, ele anunciou o envio de US$ 7 bilhoões, cerca de R$ 37 bilhões, para a reconstrução da Faixa de Gaza.

A afirmação de Trump acontece em meio a escalada de tensões entre os países e na mesma semana que os EUA se reuniram com autoridades do Irã, em Genebra, na Suíça, para negociações sobre o programa nuclear iraniano.

De um lado, o Irã afirmou que o encontrou de três horas progrediu e citou novas reuniões entre as nações. Já os EUA pareceu demonstrar um certo descontentamento com o encontro. Apesar do planejamento de conversas diplomáticas, os EUA têm acelerado uma preparação para o ataque ao Irã.

Apesar da fala sobre o Irã, o evento desta quinta, na verdade, marcou a primeira reunião do grupo e vai anunciar o destino de verba para a reconstrução de Gaza.

Trump chegou no evento acompanhado do vice-presidente JD Vance, do secretário de Estado Marco Rubio e da chefe do gabinete da Casa Branca Susie Wiles. Também participaram do evento Steve Witkoff, enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, e Jared Kushner, genro de Trump, que ajudou a negociar o cessar-fogo que entrou em vigor em outubro.

Na cerimônia de abertura, Trump afirmou que estava diante dos melhores líderes mundiais, e citou que a maioria dos convidados já aceitaram o convite para participar do conselho. "Quem ainda não aceitou, vai. Tem alguns estão fazendo charme. Isso não funciona comigo".

O Brasil foi convidado para compor o conselho, ainda não respondeu se deve participar. Entre os líderes presentes, esteve o presidente da Argentina, Javier Milei. O evento marca a primeira reunião do conselho, que foi criado por Trump no início de janeiro, e acontece no Donald Trump Institute of Peace.

Segundo os termos estabelecidos pela Casa Branca, Trump terá poder de veto sobre o "Conselho de Paz" e poderá continuar em sua liderança mesmo após deixar o cargo. Para obter a condição de membro permanente, os países devem desembolsar 1 bilhão de dólares (R$ 5,2 bilhões).

Apesar de ter sido anunciado com objetivo de trabalhar pela reconstrução de Gaza, o presidente já demonstrou ter interesses muito além do território palestino e especialistas temem que o evento seria uma forma de esvaziamento da ONU, órgão alvo de constantes críticas pelo republicano.

Por Isabella Menon (Folhapress)