"Em termos eleitorais, eles foram complementares. A chapa realmente teve muito apoio político nas terras altas da Bolívia, especialmente na bacia do lago Titicaca, ao norte de La Paz, no Trópico de Cochabamba [onde Evo vive protegido], que foram redutos eleitorais do MAS no passado", avalia o cientista social e analista político boliviano Gustavo Pedraza. Tudo funcionou bem, até o canhão de críticas de Lara se voltar contra o própio Paz. O ex-capitão chegou a dizer que "não faz mais parte" do governo, ainda que não tivesse planos de renunciar, e disse que o presidente quer anulá-lo.