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Cúmplice de Epstein se recusa a responder perguntas

Ghislaine Maxwell, ex de Epstein, invocou a quinta emenda | Foto: Departamento Federal de Prisões dos EUA

A ex-namorada e cúmplice de Jeffrey Epstein, Ghislaine Maxwell, condenada a 20 anos de prisão por ajudar o criminoso sexual a abusar de adolescentes, recusou-se a responder perguntas de congressistas dos EUA na segunda (9). Maxwell evocou seu direito de permanecer em silêncio durante o depoimento, quando falou por vídeo da prisão no Texas em que cumpre sua sentença. Ela defende sua inocência e tenta reverter a condenação.

A defesa de Maxwell já havia dito a legisladores que não responderia a perguntas, mas congressistas, incluindo o republicano James Comer, presidente do Comitê de Supervisão e Reforma do Governo da Câmara, insistiu que o depoimento fosse realizado.

 

Deputados querem saber de Trump

Os congressistas afirmaram que têm diversas perguntas para Maxwell que não foram respondidas, como quem eram as pessoas envolvidas em tráfico sexual e lavagem de dinheiro e se o presidente dos EUA, Donald Trump, estava envolvido no esquema. "Vamos ser claros, Donald Trump não foi apenas citado, como foi citado mais de 38 mil vezes nos arquivos que foram divulgados há duas semanas", disse a deputada Melanie Stansbury.

Democratas querem convencê-la a ajudar

Ex-presidente Bill Clinton também apareceu nas imagens | Foto: Adam Schultz/ Casa Branca

Do lado democrata, congressistas criticaram o silêncio de Maxwell. A deputada Jasmine Crockett, do Texas, afirmou que ela e seus colegas de partido vão tentar trazer a cúmplice de Epstein de volta para, de fato, ajudar na investigação. "Está muito claro que ela usou essa oportunidade não apenas para fazer campanha por clemência, como vem fazendo, mas também para enviar uma mensagem direta que espera que as pessoas presentes no depoimento transmitam ao presidente dos EUA: a de que o silêncio dela pode ser comprado por meio de clemência", disse Crockett.

Caso Epstein vem causando disputas

O comitê tem sido palco de disputas entre em torno do caso Epstein e depoimentos, em particular entre o presidente do colegiado e democratas. Na semana passada, o ex-presidente Bill Clinton e ex-secretária de Estado Hillary Clinton exigiram uma audiência pública para esclarecer a relação deles com Epstein - Bill aparece com o criminoso sexual em fotos.

Por Isabella Menon (Folhapress)

Vitória no Brasil

Derrotado por margem significativa nas eleições presidenciais -mais de trinta pontos percentuais-, o candidato da ultradireita portuguesa, André Ventura, ganhou um prêmio de consolação no Brasil. Seu nome foi o mais votado entre os portugueses que moram no país e entre os brasileiros com dupla cidadania.

Reconheceu

Ventura teve ao todo 4.269 votos no Brasil, ou 58,73% do total, contra 3.000 (41,27%) do presidente eleito António José Seguro, do Partido Socialista. Ventura reconheceu a derrota minutos depois da divulgação das primeiras projeções. "Desejo que Seguro seja um bom presidente porque os portugueses precisam", afirmou.

Servir ao povo

António José Seguro, candidato da esquerda e quadro histórico do Partido Socialista, venceu de lavada as eleições presidenciais de domingo (8). "Meu objetivo é servir ao meu país. O povo português é o melhor povo do mundo", disse.

Por João Pedro de Lima e João Gabriel de Lima (Folhapress)

Juan Pablo Guanipa

O dirigente opositor venezuelano Juan Pablo Guanipa voltou a ser preso horas depois de sair da prisão no domingo (8). Durante sua soltura, que durou menos de 12 horas, ele percorreu Caracas de motocicleta, se reuniu com familiares de presos políticos e pediu novas eleições. Guanipa é um aliado próximo de María Corina Machado, líder da oposição.

"Sequestrado"

Na segunda (9), Machado denunciou que o ex-deputado havia sido sequestrado -mas reafirmou que, apesar disso, ainda pretende voltar à Venezuela. "Essa é a prova de que não enfrentamos apenas um regime criminoso, mas um regime que tem horror à verdade, que teme o cidadão", disse Maria Corina nos EUA.

Descumpriu regras

Em nota, o Ministério Público da Venezuela informou ter pedido a prisão domiciliar de Guanipa por descumprir as condições da liberdade. Muitos dos presos políticos libertados desde a captura de Maduro pelos EUA estão proibidos de fazer pronunciamentos públicos. Guanapa fez motociata e discursou após soltura.