Por: Redação

Em telefonema, Lula pede a Trump que Conselho da Paz dê assento à Palestina

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião bilateral na Cúpula da Asean em Kuala Lumpur, na Malásia, em 26 outubro de 2025 | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve, nesta segunda-feira (26), a partir das 11 horas, conversa telefônica com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ao longo de cinquenta minutos, os dois líderes abordaram temas relacionados à relação bilateral e à agenda global.

"Os presidentes trocaram informações sobre indicadores econômicos dos dois países, que apontam boas perspectivas para as duas economias. O presidente Trump afirmou que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como um todo", diz nota divulgada pela Secom.

Conforme o comunicado, ambos os presidentes "saudaram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros".

Na conversa, segundo a nota, Lula reiterou proposta, encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro, de fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado. "Ele manifestou interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras. A proposta foi bem recebida pelo presidente norte-americano", diz o comunicado.

Conselho da Paz

Ainda conforme a Secom, outro assunto tratado no telefonema foi o Conselho da Paz, recém-lançado por Trump para, inicialmente, administrar a reconstrução da Faixa de Gaza, mas com a possibilidade de atuar também na resolução de conflitos em outras regiões. Trump convidou vários países a integrarem o colegiado, e 26 aceitaram. O Brasil ainda não deu resposta.

"Ao comentar o convite formulado ao Brasil para que participe do Conselho da Paz, Lula propôs que o órgão apresentado pelos Estados Unidos se limite à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina. Nesse contexto, reiterou a importância de uma reforma abrangente das Organização das Nações Unidas, que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança", diz a nota.

Venezuela

O documento acrescenta que, no curso da conversa, Lula e Trump trocaram impressões sobre a situação na Venezuela e que o presidente brasileiro ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano.

Além disso, "os dois presidentes acordaram a realização de uma visita do presidente Lula a Washington após a viagem do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro, em data a ser fixada em breve".