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Governo Trump libera parte de arquivos do caso Epstein

Donald Trump reagiu às divulgações dos arquivos | Foto: Casa Branca

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos, no governo de Donald Trump, começou na sexta (19) a divulgação dos arquivos do caso do abusador sexual Jeffrey Epstein, após meses de cobranças da base republicana e trocas de acusações entre congressistas democratas e o presidente americano. Depois de vaivéns políticos, Trump cedeu à pressão da base do Partido Republicano e, há um mês, sancionou o projeto de lei que liberou os arquivos da investigação sobre o suposto esquema de tráfico sexual operado por Epstein. O prazo para a divulgação era de 30 dias, completados nesta sexta. O departamento publicou um site em que disponibilizou transcrições de depoimentos, registros dos tribunais e outros milhares de arquivos.

 

Arquivos eróticos

Arquivos de Jeffrey Epstein estão sendo divulgados | Foto: U.S. Virgin Islands, Department of Justice

Há expectativa em torno da liberação dos arquivos, mas ainda não está claro quanto há de informação realmente nova no caso, já que muitos documentos já eram de conhecimento público, nem se o material trará novos esclarecimentos sobre as relações de Epstein com pessoas poderosas, como políticos e celebridades. Entre os documentos há dezenas de milhares de fotografias apreendidas em CDs e dispositivos eletrônicos, muitas delas com teor erótico e sexual.

Trump reage à divulgação

Há fotos em que meninas aparecem sem roupas. A maior parte do material tem tarjas que impedem a visualização completa das imagens. Rostos e partes do corpo que possam identificar as pessoas envolvidas são escondidos por retângulos pretos. Ao assinar a lei que obriga o Departamento de Justiça a divulgar os documentos não confidenciais, Trump repetiu as acusações de que o caso tem ligação com os democratas, não com os republicanos, e que seus opositores estariam usando "a questão Epstein" para "tentar desviar" do que ele chamou de suas "incríveis vitórias".

Bombardeio

Os EUA disseram ter atacado na sexta (19) dezenas de alvos do Estado Islâmico na Síria em resposta a um atentado recente contra americanos no país. Autoridades do governo Trump disseram que a ação teve o objetivo de punir integrantes do grupo terrorista de alguma forma responsáveis pelo ataque ocorrido no último dia 13.

Promessa de Trump

Trump havia prometido retaliação após a morte de dois soldados do Exército e de um civil, que trabalhava como intérprete, em uma emboscada na cidade síria de Palmira, no centro do país. Outros três militares ficaram feridos no ataque, que afetou também pessoas da Síria, que apoiou a ação americana.

Exceção no regulamento

A legislação que liberou os arquivos explicita que nenhuma parte do material deve ter sua divulgação impedida em razão de "constrangimento, dano à reputação ou sensibilidade política". No entanto, há um item possibilitando a censura temporária de material que possa "comprometer uma investigação federal ativa ou processo judicial em andamento". Por Gabriel Barnabé e Victor Lacombe (Folhapress)

Ação contínua

Na ocasião, um integrante do Estado Islâmico atacou um comboio de forças americanas e sírias antes de ser morto a tiros, de acordo com autoridades. O secretário americano Pete Hegseth disse que os EUA "caçaram e mataram" seus inimigos e que continuarão a fazê-lo nos próximos anos.

Hawkeye Strike

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, confirmou que os bombardeios atingiram combatentes do grupo terrorista, além de infraestrutura e depósitos de armas do grupo. A ação foi batizada de "Operação Hawkeye Strike". Em declaração dura, Hegseth afirmou que a ofensiva não representa o início de uma guerra, mas sim um ato de vingança.

Estado Islâmico

A coalizão vem fazendo ataques aéreos e operações terrestres contra suspeitos do E.I. nos últimos meses, com a participação das forças de segurança sírias. O Ministério do Interior sírio informou que o autor do ataque em Palmira integrava as forças de segurança do país, suspeito de simpatizar com o Estado Islâmico.

Coalizão

De acordo com dois funcionários americanos mencionados pela agência de notícias Reuters que falaram sob condição de anonimato, os ataques foram feitos contra dezenas de alvos do Estado Islâmico espalhados pela região central da Síria. A ofensiva faz parte de uma campanha contínua da coalizão liderada pelos EUA.