A doação de plaquetas por aférese é fundamental para salvar vidas, especialmente de pacientes em tratamento contra o câncer, pessoas com doenças hematológicas e recém-nascidos com distúrbios de coagulação que necessitam de transfusão. Diferente da doação de sangue total, esse procedimento permite coletar apenas as plaquetas, componente essencial para a coagulação sanguínea.
Na aférese, o sangue é retirado por meio de um equipamento específico que separa as plaquetas e devolve ao doador os demais componentes, como plasma e hemácias. O processo é seguro, indolor e dura, em média, cerca de uma hora, um pouco mais que a doação convencional.
A assistente social do Hemocentro Regional de Campos, Maria Gonçalves, explica que existem critérios específicos para esse tipo de doação. "O doador precisa, antes de tudo, já ser doador de sangue. É necessário ter pelo menos duas doações anteriores com exames normais. O processo de doação por aférese é seguro e acompanhado pela equipe durante todo o procedimento", afirmou.
Além disso, é necessário pesar cerca de 70 quilos ou mais, estar em boas condições de saúde, ter uma veia adequada para a retirada e devolução do sangue, dispor de aproximadamente uma hora para o procedimento e seguir as mesmas orientações da doação de sangue total, como evitar alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação.
Segundo Maria, a qualidade da veia é um ponto importante para garantir conforto e segurança. "O doador deixa as plaquetas conosco e o restante do sangue retorna para ele normalmente. Por isso, é fundamental ter uma veia de boa qualidade para que o processo aconteça de forma tranquila", comentou.
A médica e diretora do Hemocentro, Sandra Chalub, destaca que a grande vantagem da aférese é a eficiência. Em uma única doação, é possível coletar a quantidade necessária para atender um paciente. Já na doação de sangue total, seriam necessários de seis a oito doadores para obter o mesmo volume de plaquetas.