Correio da Manhã
Estado do Rio

Força Nacional segue no Rio após novo pedido do Governo do Estado

Força Nacional segue no Rio após novo pedido do Governo do Estado
Agentes da Força Nacional patrulham vias expressas fundamentais da capital Crédito: José Cruz / Agência Brasil

A permanência da Força Nacional no estado do Rio será mantida após novo pedido do Governo Estadual ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. O prazo oficial de atuação havia terminado no último domingo (28), o que chegou a indicar a saída da tropa federal. No entanto, após um novo pedido do Palácio Guanabara ao Ministério da Justiça, a Secretaria de Estado de Segurança Pública emitiu um parecer técnico favorável para assegurar a continuidade da operação.

Os agentes federais atuam no estado desde 16 de outubro de 2023, quando 150 homens e 40 viaturas foram enviados para conter uma grave crise na segurança local. A tropa trabalha de forma integrada com as forças policiais do Rio e, com o novo aval, seguirá apoiando a Polícia Militar no patrulhamento ostensivo de vias expressas fundamentais da capital fluminense, como a Avenida Brasil, a Linha Vermelha e a Linha Amarela.

Criada em 2004, a Força Nacional funciona como um programa de cooperação que cede temporariamente profissionais de vários estados para atuar em situações de emergência.

Expo Café Varre‑Sai impulsiona cafeicultura do Rio

Varre-Sai, conhecida como a Cidade do Café, sediou a Expo Café Varre-Sai, maior feira de negócios do setor no Rio. O evento reuniu mais de cinco mil participantes, entre produtores rurais, técnicos e pesquisadores vindos de território fluminense, Minas Gerais e Espírito Santo. A expectativa é que a feira movimente cerca de R$25 milhões em negócios, consolidando a relevância da região na economia do agronegócio.

A programação contou com palestras, capacitações, demonstrações de tecnologia e o Campeonato de Cup Tasters, focado na avaliação sensorial de grãos. O evento reflete a transformação do Alto Noroeste Fluminense, impulsionada pelo trabalho da Sedipaf e da Emater-Rio. O suporte técnico permitiu que produtores locais migrassem do café commodity para o mercado de cafés especiais, conquistando o selo de Denominação de Origem (D.O.) Alto Noroeste.

A evolução do setor é ilustrada por histórias familiares de sucessão e inovação. Clara Estefânia, da marca Grão 17, assumiu o legado dos pais e venceu prêmios nacionais com colheita seletiva realizada por mulheres. O engenheiro químico Alexandre Ramos uniu tradição de quase 200 anos à tecnologia ao criar a torrefação do Café Manduca. Já Luís Américo Grilo apostou na marca própria Café LG para custear os estudos dos filhos e hoje comercializa 1,5 tonelada de café torrado por mês. O evento celebra essa nova fase de excelência.