A greve de professores e funcionários da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) completou um mês no último sábado. A paralisação teve início no dia 25 de março, com a adesão dos docentes, enquanto no dia 9 de abril, os funcionários técnico-administrativos decidiram também suspender as atividades.
De acordo com o presidente da Associação dos Docentes da Uerj (Asduerj), Gregory Costa, representante da categoria, os professores reivindicam principalmente a recomposição salarial das perdas inflacionárias, estimadas em 26,35%; a volta dos triênios para todos os servidores; e a recomposição do orçamento da universidade para o fechamento do ano fiscal, além do fortalecimento das políticas de permanência e assistência estudantil.
A reitoria da Uerj se reuniu com representantes das categorias em greve e com o governador em exercício, Ricardo Couto, no dia 16 de abril. Segundo a instituição, o governador se mostrou sensível à negociação, mas afirmou aguardar o julgamento, no Supremo Tribunal Federal, da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4917, marcado para o próximo dia 6 de maio. A ação trata da redistribuição dos royalties do petróleo e pode impactar as receitas do estado.