O Rio de Janeiro é o segundo estado com a maior proporção de população idosa do país (13,1%), segundo o Censo 2022. Diante dessa projeção, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), volta seus esforços para a melhoria do atendimento a esse público. A reforma do Hospital Estadual Eduardo Rabelo, em Senador Vasconcelos, contou com investimento de R$ 13 milhões. A unidade conta com um Centro-Dia, que oferece uma série de atividades sociais, que complementam o atendimento médico. Este ano, a SES-RJ vai lançar o Plano Estadual de Saúde da Pessoa Idosa, que entre as ações terá o primeiro curso de formação para cuidadores de idosos.
"O envelhecimento da população é uma realidade que demanda mais oferta de vagas e atendimento especializado. O Governo do Rio está de olho nesse futuro, já preparando a rede hoje. São dois pilares em que estamos atuando, a adaptação da estrutura das unidades e a qualificação dos profissionais, que é o mais importante cuidar com carinho dos nossos idosos", afirmou o governador Cláudio Castro.
Especializado no atendimento geriátrico, o Eduardo Rabelo foi inaugurado em 1973. A modernização permitiu a ampliação de leitos e dos serviços. Entre janeiro e setembro de 2025, foram mais de 16 mil atendimentos no local que conta com 15 especialidades, como cardiologia, geriatria, ginecologia, odontologia, oftalmologia e ortopedia.
Um diferencial do Eduardo Rabelo é o Centro-Dia, onde idosos participam de atividades de recreação, música, dança, pintura, religião, costura e artesanato, roda de conversa, terapia da memória, atividade física e motivacional.
"Aos 53 anos, o hospital passa pela sua primeira grande reforma desde sua criação. Modernizamos duas enfermarias, com 31 leitos cada; e estamos terminando a terceira ala com mais 31 leitos. Além disso, inauguramos um CTI novo com sete leitos e estamos refazendo toda área da fisioterapia", conta o diretor Helmer Cardoso Mattos.
Capacitações
Em 2025, a SES-RJ realizou capacitações específicas atender pessoas com Alzheimer, Parkinson e demências de um modo geral. Também ofertou um curso para cuidadores de Instituições de Longa Permanência para Idosos, em conjunto com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.
"O envelhecimento da população traz aumento de pessoas com doenças crônicas. Com isso, haverá mais demanda de cuidados prolongados e dos paliativos. Quando se fala em cuidado paliativo, as pessoas pensam que isso se restringe a doenças como câncer, mas eles também são necessários quando lidamos com pacientes que convivem com outras doenças que ameaçam sua vida", explica a Superintendente de Atenção Primária da SES-RJ, Halene Armada.