Que os ingressos para os jogos da Copa do Mundo FIFA 2026 estão caríssimos todos já sabem. Porém, em meio a tantas polêmicas referentes a essa edição do torneio, talvez a mais absurda delas tenha perdido um pouco de peso diante das ameaças de guerra e afins, que é a oficialização do cambismo pela FIFA.
Diferentemente de outras edições do torneio, em que a plataforma oficial da FIFA para revenda de ingressos impedia que torcedores pedissem valores superiores aos que pagaram para revenderem seus ingressos, a edição 2026 não impôs limites aos preços em sua plataforma de 'resale'. Oficializaram o cambismo.
A situação é ridícula em um ponto que há ingressos para a estreia do Brasil contra o Marrocos, em Nova Jérsei, por valores superiores a R$ 50 mil. Cambistas ao redor do mundo compraram o máximo de ingressos que puderam para revenderem a torcedores apaixonados por valores estratosféricos. Porém, o governo do Canadá deu um 'puxão de orelha' na FIFA.
Diante desta situação ridícula, o governo canadense acionou a FIFA com a Lei de Venda de Ingressos de Ontário, que combate o cambismo ao impedir que ingressos sejam revendidos por valores maiores que o preço original. A FIFA teve de acatar a decisão muito a contragosto, já que ela 'herda' uma porcentagem na transferência de tickets.
A FIFA anunciou que os detentores de ingressos para jogos em Toronto não poderão revendê-los por valores acima dos originais. Nem mesmo se tiverem comprado por um valor absurdo anteriormente. Infelizmente, a medida só é aplicada para o estádio de Toronto, mas explicita o vexame da organização desta edição de Copa do Mundo.