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TJ-SP mantém decisão e Guarani terá novas eleições

Tribunal negou recurso da diretoria atual do Bugre | Foto: Raphael Silvestre/Guarani FC

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou o recurso da diretoria do Guarani e manteve a obrigação de realizar novas eleições no clube em até 30 dias. A decisão foi proferida na segunda-feira pelo desembargador Enéas Costa Garcia, que não identificou urgência para suspender a determinação de primeira instância. O caso teve origem na impugnação polêmica da chapa de oposição "Meu Bugre Forte", liderada por Felipe Roselli, durante a Assembleia Geral de dezembro de 2025. A exclusão abriu caminho para a reeleição de Rômulo Amaro. A juíza Ana Lia Beall apontou dois problemas: a votação foi aberta, violando o estatuto que exige voto secreto, e a impugnação se baseou em regra do estatuto antigo, já substituído.

Diretoria alegava instabilidade

Os atuais conselheiros permanecem nos cargos provisoriamente para evitar paralisação. No recurso, o Conselho presidido por Rômulo Amaro defendia a validade do pleito de dezembro e alegava que a anulação geraria instabilidade e prejuízos financeiros. O desembargador rejeitou os argumentos por não identificar verossimilhança suficiente. Com a negativa, o Guarani deverá convocar nova assembleia com a mesma comissão eleitoral de 2025.