Por:

Guarani fecha 2025 com superávit histórico de R$ 8 mi

Parte da alta se dá pela venda de atletas da base | Foto: Raphael Silvestre/Guarani FC

O Guarani encerrou o ano de 2025 com um desempenho financeiro positivo, registrando números expressivos em seu balanço. Ao longo da temporada, o clube somou R$ 63,5 milhões em receitas totais, incluindo ganhos operacionais e financeiros, enquanto as despesas chegaram a R$ 56,8 milhões. Com isso, o resultado final foi um superávit histórico de cerca de R$ 8 milhões. Grande parte dessa arrecadação veio da negociação de direitos econômicos de atletas, que rendeu R$ 42,1 milhões, dos quais R$ 6,1 milhões tiveram origem em jogadores formados na base. O relatório também aponta equilíbrio na folha salarial, que representou aproximadamente 37% da receita anual, percentual considerado adequado.

Dívida segue alta, mas controlada

Apesar do resultado positivo, o clube ainda convive com um passivo elevado, na casa dos R$ 320 milhões. Segundo a diretoria, a dívida está estabilizada graças ao cumprimento de acordos firmados dentro do processo de Recuperação Judicial. Antes de seguir para votação no Conselho Deliberativo, as contas enfrentaram atraso devido à troca da empresa de contabilidade, o que postergou a entrega dos relatórios.

Auxiliar mantido

Após impasse financeiro, a Ponte Preta acertou a permanência de Edson Boaro. O auxiliar, que cobrava 14 meses de salários atrasados e chegou a se despedir, teve a situação renegociada. Ele retorna aos treinos e reforça a preparação para o duelo contra o São Bernardo, neste domingo, no estádio Primeiro de Maio, pela Série B.

Estádio abandonado

O Estádio dos Amaros, em Itápolis, vive um cenário de abandono quase 10 anos após sediar sua última partida, em abril de 2016. Antes considerado o principal ponto esportivo da cidade, o local hoje reflete o impacto da saída do clube que o utilizava, deixando para trás uma estrutura sem uso e marcada pela deterioração.

Causa do abandono

A mudança do clube para outras cidades e sua posterior reformulação contribuíram para o afastamento definitivo da identidade construída em Itápolis. Com novas diretrizes, nome e estrutura, a equipe rompeu vínculos com sua antiga sede, enquanto o estádio permaneceu sem função esportiva.