O Brasil sofreu duras derrotas nesta quinta-feira (26). Em campo, a Seleção Brasileira perdeu o amistoso para a França, nos Estados Unidos, por 2 a 1. Porém, foi outra partida que acabou quebrando uma escrita quase secular do país do futebol: Polônia 2x 1 Albânia.
Disputado no Estádio Nacional de Varsóvia, o jogo foi válido pela repescagem da Copa do Mundo FIFA 2026, que será disputada no México, nos EUA e no Canadá. A partida classificou a Polônia de Robert Lewandowski para a final do grupo B, onde vai enfrentar a Suécia (que derrotou a Ucrânia por 3 a 1) em busca de uma vaga no Grupo F da Copa do Mundo 2026, que é composto por Holanda, Japão e Tunísia.
Pois bem, com a eliminação da Albânia, que é treinada pelo brasileiro Sylvinho, a Copa do Mundo FIFA 2026 será a primeira da história do torneio a não contar com nenhum técnico brasileiro à frente das seleções presentes no Mundial.
A Copa do Mundo que mais teve técnicos brasileiros foi a de 2006, disputada na Alemanha, que teve Carlos Alberto Parreira na Seleção Brasileira, Felipão em Portugal, Zico no Japão, Alexandre Guimarães na Costa Rica e Marcos Paquetá na Arábia Saudita.
A situação liga o alerta para os treinadores brasileiros sobre como o mercado internacional do futebol está enxergando os profissionais do país.
Frustração nos EUA
No primeiro compromisso de Carlo Ancelotti como treinador da Seleção Brasileira contra equipes europeias, o Brasil perdeu para a França por 2 a 1, com dois golaços (Mbappé e Ekitike) dos franceses. O zagueiro Bremer diminuiu para o Brasil no segundo tempo.
A partida ficou marcada pelos desfalques defensivos do Brasil, que foi a campo com uma zaga sem segurança e entrosamento, composta por Léo Pereira, do Flamengo, e Bremer, da Juventus.
O zagueiro do Flamengo, por sinal, foi infernizado por Mbappé, que usou toda sua velocidade e habilidade para ganhar praticamente todas em cima de Léo Pereira. Inclusive, o primeiro golaço do jogo foi marcado pelo francês em mais uma arrancada que deixou Pereira na saudade.
Ancelotti apostou em um esquema de jogo visando explorar o contra-ataque nas subidas da França, que, no momento, é uma seleção superior. Mas não deu certo. Com Raphinha, Vini Jr. Matheus Cunha e Gabriel Martinelli, o ataque brasileiro muito "ciscou" e pouco chutou a gol. A falta de confiança em bater para o gol foi assustadora, levando praticamente nenhum perigo ao gol francês.
Na segunda etapa, Raphinha saiu para a entrada de Luiz Henrique, que mudou o jogo para o Brasil, que passou a atacar mais. Mas nem mesmo com a expulsão do zagueiro francês Upamecano o time de Ancelotti conseguiu ameaçar a vitória francesa.
Para complicar ainda mais a situação, a Seleção saiu de campo vaiada, enquanto a torcida pedia a convocação de Neymar Jr., uma saia justa para Ancelotti.
A Seleção Brasileira volta a campo nesta terça-feira (31) para enfrentar a Croácia.