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Campanha "Feminicídio Nunca Mais" é lançada no Rio de Janeiro

Cristo Redentor foi palco do lançamento da campanha "Feminicídio Nunca Mais" | Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Com apoio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o Governo Federal lançou nesta terça-feira (3), no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro (RJ), uma iniciativa nacional de conscientização e prevenção da violência contra mulheres e meninas, que utilizará o ciclo de preparação para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 como plataforma de mobilização social, engajamento público e projeção internacional de valores como igualdade, respeito e segurança. O Brasil é sede do Mundial.

No evento, o Cristo Redentor foi iluminado na cor teal, símbolo global de solidariedade às sobreviventes de violência e de compromisso com a mudança cultural. Como parte desse legado, inicia-se também uma frente de cooperação com o Consórcio Cristo Sustentável, que já desenvolve diretamente ações de apoio, atendimento e capacitação de mulheres em situação de vulnerabilidade. A parceria permitirá integrar a expertise internacional da NO MORE na prevenção da violência — incluindo capacitação de equipes, implementação de protocolos de atendimento, identificação de sinais de risco e fortalecimento de fluxos seguros de encaminhamento — ao trabalho estruturado já conduzido pelo Consórcio. A iniciativa amplia, assim, a capacidade de prevenção, cuidado e proteção às mulheres atendidas pelo Consórcio Cristo Sustentável.

Vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul destacou a importância do apoio da entidade.

"Eu não tenho dúvida que o enfrentamento da violência contra mulheres seja uma das principais pautas do Brasil. E sendo o futebol uma importante ferramenta de comunicação social, que tem uma audiência extraordinária, a CBF não poderia deixar de apoiar o movimento".

Secretário-geral da CBF, Alcino Reis vê a realização da Copa do Mundo Feminina 2027 como uma boa oportunidade para amplificar a iniciativa.

"A CBF já tem o histórico de participar das políticas sociais no país, porque na medida que a gente trabalha com o futebol e o futebol essencialmente popular, que está presente na população como todos, obviamente nós também temos que estar atentos a todos os problemas que ocorrem justamente nesse meio. E essa iniciativa de prevenção a violência contra a mulher, a violência contra as meninas, ela hoje é mais do que presente por conta da realização da Copa do Mundo feminina que nós vamos ter aqui em 2027. Com o crescimento do futebol feminino no Brasil e no mundo como um todo, essa pauta se torna ainda mais importante", pontuou Alcino Reis.

Coordenador executivo geral das Seleções Masculinas, Rodrigo Caetano aprovou a iniciativa.

"A CBF sempre apoiou causas como essa. Sempre esteve ao lado do combate a qualquer tipo de discriminação. E esse é mais um dos tantos problemas, que infelizmente a nossa sociedade encara. E a CBF está ao lado desta campanha contra o feminicídio. E nós temos um engajamento de toda a CBF, de todos os profissionais e colaboradores".

Fanta, que fez parte do grupo que disputou a primeira Copa do Mundo Feminina em 1988, na China, esteve presente no evento. Para ela, o futebol é um importante aliado na luta contra a violência.

"É uma pauta muito importante. A violência está em todos os lugares, está dentro de casa, no esporte, dentro de nossa vida. O futebol é uma porta de entrada para mostrar para essas pessoas que feminicídio nunca mais. A nossa Copa Feminina vai ser aqui em 2027 e nada mais justo que nós pioneiras estarmos juntos nesta pauta importante".

O técnico Carlo Ancelotti, da Seleção Brasileira masculina, não pôde estar presentar no evento, mas enviou um vídeo e declarou apoio incondicional para a campanha.

As representantes da Seleção Brasileira feminina não puderam estar presentes porque estão no México, onde disputaram partida amistosa contra a seleção da Venezuela.