A Ifab (International Football Association Board), instituição que coordena as regras do futebol, aprovou no sábado (28), em sua reunião anual, realizada no País de Gales, um pacote de medidas destinadas a aumentar o ritmo das partidas e reduzir a chamada "cera" no futebol, os famosos "jeitinhos" que os jogadores dão para ganharem tempo ou impedirem o desenvolvimento do jogo dos adversários em partidas importantes ou decisivas.
Entre as mudanças, que serão implementadas a partir da Copa do Mundo deste ano, estão a limitação de tempo para a cobrança de laterais e tiros de meta e um tempo fora de jogo para atletas que recebem atendimento durante a partida.
A primeira mudança altera o atendimento médico. Quando um jogador receber atendimento em campo por lesão ou sua lesão interromper a partida, ele ficará fora do jogo por um minuto após o reinício.
Em cobranças de lateral e tiro de meta, caso o juiz considere que o atleta está demorando demais para efetuar a cobrança, ele começará uma contagem de cinco segundos. Se o atleta ultrapassar esse tempo, o lateral será dado ao time adversário; no caso do tiro de meta, o adversário ganhará um escanteio.
Durante as substituições, o jogador que vai deixar a partida terá de sair do gramado em até dez segundos após a exibição da placa de substituição ou, quando não houver placa, após o sinal do árbitro. Caso esse tempo seja ultrapassado, seu substituto só entrará quando houver uma paralisação após transcorrido um minuto de jogo.
O Árbitro de Vídeo também terá novos protocolos e será usado para rever cartão vermelho decorrente da aplicação incorreta do segundo amarelo, analisar cartão vermelho ou amarelo mostrado a jogador errado e rever marcação claramente incorreta de escanteio.
Caso de racismo contra Vini Jr. em pauta
O Ifab também anunciou que abrirá uma consulta para discutir possíveis medidas para reprimir o hábito de jogadores cobrirem a boca ao conversarem com adversários durante as partidas, que pode causar transtornos.
O tema ganhou força após a denúncia de Vinicius Jr. contra o atleta argentino Prestianni, do Benfica, acusado de tê-lo chamado de "macaco" em jogo da Champions League enquanto ocultava a fala ao cobrir a boca com a camisa.
Outra medida que será debatida é a permissão para que jogadores possam deixar o campo em ato de protesto contra a arbitragem e suas decisões.