Dirigentes da FIFA (Federação Internacional de Futebol) realizaram neste sábado (28) uma reunião de crise para discutir possíveis repercussões, na Copa do Mundo deste ano, do ataque de Estados Unidos e Israel ao Irã.
O encontro, no País de Gales, ocorreu após evento promovido pela Ifab (International Football Association Board), entidade responsável pelas regras do futebol, que aprovou um pacote de medidas destinado a aumentar o ritmo das partidas e reduzir a chamada "cera".
"Tivemos uma reunião hoje e é prematuro comentar em detalhes, mas vamos acompanhar os desdobramentos de todas as questões ao redor do mundo", afirmou o secretário-geral da FIFA, Mattias Grafstrom, segundo o jornal The Times.
Ainda de acordo com o dirigente, a entidade máxima do futebol manterá contato direto com os três países que sediarão o Mundial em conjunto —Estados Unidos, México e Canadá. "Continuaremos a nos comunicar, como sempre fazemos, com os três governos [anfitriões], como em qualquer situação. Todos estarão seguros", disse Grafstrom.
O Irã, já classificado para o Mundial, tem partidas da fase de grupos programadas em território americano, duas em Los Angeles e uma em Seattle. A competição começa em 11 de junho.
Até o momento, não há anúncios oficiais de boicotes ou sanções esportivas em resposta ao conflito.
Fórmula 1 cancelou testes de pneus
A Fórmula 1 informou neste sábado (28) que monitora a situação no Oriente Médio em meio aos ataques de Israel e Estados Unidos ao Irã. A preocupação surge às vésperas do início da temporada e a poucas semanas das corridas no Bahrein e na Arábia Saudita, marcadas para abril.
Forças militares iranianas atacaram instalações dos EUA e de outros países do Golfo —incluindo anfitriões da F1, como Qatar, Arábia Saudita, Bahrein e Emirados Árabes Unidos— em resposta a uma ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel.
O GP do Bahrein está agendado para os dias 10 a 12 de abril, e o GP da Arábia Saudita ocorre uma semana depois, entre 17 e 19 de abril.
Embora as corridas, por enquanto, tenham sido mantidas, a Pirelli, fornecedora oficial de pneus da F1, cancelou seus testes em pista molhada no Circuito Internacional do Bahrein, previstos para ocorrer entre 28 de fevereiro e 1º de março.
"Os dois dias de testes de desenvolvimento para os compostos de piso molhado foram cancelados por motivos de segurança, em função da evolução da situação internacional", informou a empresa.
"Todos os funcionários da Pirelli que se encontram em Manama estão em segurança em seus hotéis. A empresa trabalha para garantir sua proteção e providenciar o retorno para casa o mais rapidamente possível", acrescentou o comunicado.
A temporada da F1 começa na próxima semana em Melbourne, na Austrália, entre 6 e 8 de março, seguida pelas etapas da China, de 13 a 15 de março, e do Japão, de 27 a 29 de março. Um porta-voz da categoria reconheceu a situação, mas destacou que o campeonato permanece no Leste Asiático antes de retornar ao Golfo.
"Nossas próximas três corridas serão na Austrália, China e Japão, não no Oriente Médio; essas etapas só ocorrerão daqui a algumas semanas", afirmou em comunicado. "Como sempre, estamos acompanhando de perto situações como essa e trabalhando em estreita colaboração com as autoridades competentes."