O Ministério Público de São Paulo determinou uma série de providências ao Corinthians para apurar um possível descumprimento de medidas cautelares impostas ao ex-presidente Andrés Sánchez.
As solicitações foram feitas na quarta (4) pelo promotor Cássio Roberto Conserino e tiveram como base uma denúncia apresentada no mesmo dia pelo torcedor Ericson Herlytonio Silva Mota.
Em dezembro, o MP ofereceu denúncia contra Andrés Sánchez por suposto uso irregular do cartão corporativo do clube. Na ocasião, a Justiça impôs medidas liminares que impedem o ex-dirigente de acessar as dependências do Corinthians e de manter contato com dirigentes do clube.
Andrés nega ter cometido qualquer irregularidade.
Entre as determinações do Ministério Público está o prazo de 72 horas para que o Corinthians encaminhe os dados cadastrais do conselheiro André Luiz de Oliveira, conhecido como André Negão.
A medida foi adotada após um encontro entre André Negão e Andrés Sánchez, ocorrido no dia 4 de fevereiro, no bairro da Vila Olímpia, zona sul de São Paulo. A reunião foi registrada por um torcedor que estava no local.
Com os dados, o MP pretende viabilizar a oitiva do conselheiro por videoconferência.
Além disso, o promotor solicitou à Prefeitura de São Paulo e à Guarda Civil Metropolitana imagens do endereço onde ocorreu o encontro, por meio do sistema City Câmeras (Smart Sampa).
O Corinthians também deverá encaminhar as imagens das câmeras de monitoramento do quinto andar do Parque São Jorge no dia em que Andrés Sánchez prestou depoimento à Comissão de Justiça do Conselho Deliberativo do clube, no início de dezembro. O local abriga setores administrativos diretamente ligados à presidência e à gestão do clube.
Outra providência envolve Antônio Jorge Rachid Júnior, conselheiro vitalício do Corinthians e atual secretário-geral da presidência alvinegra.
A denúncia apresentada ao MP aponta a existência de contato telefônico e/ou telemático entre Andrés Sánchez e Rachid no dia 3 de fevereiro de 2026. O ex-presidente nega que o contato tenha ocorrido.
O Ministério Público requisitou ao Corinthians os dados de Antônio Rachid para que ele também seja ouvido por videoconferência.
Procurado pela reportagem, Andrés Sánchez afirmou que não descumpriu as determinações judiciais em vigor.
O ex-presidente declarou ainda que André Luiz de Oliveira não ocupa cargo diretivo no Corinthians e reiterou que não manteve qualquer contato com Antônio Jorge Rachid Júnior.