Tetracampeão mundial de Fórmula 1, Max Verstappen contou como foi passar parte da infância ao lado do "tio" Michael Schumacher. O alemão, dono de sete títulos mundiais da categoria, foi companheiro de equipe do pai de Max, Jos Verstappen, na Benetton, em 1994.
"Uma lembrança maravilhosa, repleta de fotos e vídeos. Como meu pai, Jos, foi companheiro de equipe de Schumacher na Benetton em 1994, as famílias mantiveram contato por muitos anos depois disso. Chegamos a passar alguns feriados juntos. Eu o conhecia como Tio Michael", disse Verstappen ao portal suíço Blick.
Max ainda apontou uma semelhança entre ele e Schumacher: "Ele era um piloto que trabalhava incansavelmente e deu tudo de si. Para ele, só a vitória importava, independentemente de como era alcançada. Na pista, ele era completamente focado, assim como eu. Mas em casa, cuidava de sua família e dava a eles a atenção que mereciam", afirmou o holandês.
O piloto da Red Bull, porém, não espera repetir o feito do "tio" e conquistar sete títulos mundiais de Fórmula 1.
"Depois de mais de 230 corridas, meu objetivo certamente não é alcançar sete títulos mundiais. Não há nada mais importante para mim que a minha família e amigos. Eles são a motivação que você só pode conseguir em casa", disse o holandês.
Relação com
Gabriel Bortoleto
Max Verstappen falou sobre desenvolver amizades com outros pilotos, o que ele classificou como complexo. No entanto, Max disse ter uma "relação particularmente boa" com o brasileiro Gabriel Bortoleto, que estreou na Fórmula 1 na última temporada. O holandês, inclusive, já indicou Bortoleto - que está atualmente na Audi - para a Red Bull.
"Quanto mais você ganha, menos pilotos você encontra facilmente no paddock. Eu tenho uma relação particularmente boa com o Bortoleto, porque nós já pilotamos várias corridas de simulador na mesma equipe. Além disso, eu o ajudei um pouco na Fórmula 3 e na Fórmula 2 anteriormente. O Gabriel é uma pessoa normal."
O holandês, inclusive, já apontou similaridades entre sua abordagem e a de Bortoleto.
"Eu acho que o desejo de ser melhor, de aprender, o amor de correr em geral, ele [Bortoleto] é muito apaixonado por isso. Ele é como um cara normal, o que eu valorizo muito, porque neste mundo isso pode mudar rapidamente. Mas ele tem um coração muito bom, e eu acho que isso é muito importante", contou em novembro do ano passado.
Os dois se conheceram em 2017, quando Bortoleto ainda estava no kart.
O brasileiro, inclusive, tietou o holandês, que estava no kartódromo em Ádria, na Itália, para ver amigos e aproveitou para cumprimentar o chefe da CRG, equipe onde atuou quando jovem, e encontrou Bortoleto.
Max 'Paizão'
Na temporada 2025, Verstappen adotou uma personalidade mais acolhedora, principalmente em relação aos novatos, como Gabriel Bortoleto, então piloto da Sauber, e o italiano Kimi Antonelli, que fez corridas muito promissoras pela Mercedes.
Fora das pistas, Max se tornou pai em abril de 2025, quando sua filha Lily Piquet Verstappen nasceu. Além disso, ele mantém uma ótima relação com Penélope Piquet, filha de um relacionamento anterior de sua esposa, Kelly Piquet, a quem ele trata com muito carinho e amor.
Pessoas próximas ao piloto afirmam que a paternidade influenciou nessa mudança de temperamento de Max, que passou de um piloto 'explosivo' para uma figura mais acolhedora aos 'rookies', mas, claro, sem perder a ambição pela vitória.
Temporada histórica
Apesar de ficar na segunda colocação do Mundial de Pilotos por dois pontos, Max Verstappen avaliou que 2025 foi o ano em que ele melhor dirigiu na Fórmula 1. O tetracampeão ficou atrás de Lando Norris na classificação, mas teve uma temporada de recuperação impressionante.
Verstappen chegou a ficar mais de 100 pontos atrás do britânico, mas cortou a maior parte da diferença para brigar pelo título até a corrida final. Para o holandês, a evolução do carro e a obtenção de pontos em fins de semana complicados tornaram o ano especial.
Verstappen destacou que, em 2024, mesmo com o título, o sentimento era de que o carro tinha piorado no fim da temporada.
"Acho que sim [foi meu melhor ano]. Não me arrependo de nada na temporada, o desempenho foi sólido. Eu odiei o carro algumas vezes, mas também amei e consegui extrair sempre o melhor, mesmo em finais de semana complicados. É sempre mais legal vencer, mas, honestamente, eu estou com um sentimento melhor do que eu estava no ano passado porque a segunda metade da temporada foi complicada em alguns momentos. Nós tivemos dificuldades por um ano, eu diria - a segunda metade do ano passado e a primeira metade deste ano. Mas eu me sinto bem melhor agora", disse Max Verstappen.