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Brasil vive dia de emoções mistas no Mundial Júnior de Surfe

Por Guilherme Dorini (Folhapress)

O Brasil teve um dia de emoções mistas nesta terça-feira (13) no Mundial Júnior da WSL, disputado em San Juan, nas Filipinas. Dos cinco representantes que entraram no mar pelas oitavas de final, apenas dois conseguiram avançar às quartas da competição.

No masculino, o destaque ficou por conta de uma bateria 100% brasileira. Rickson Falcão e Ryan Kainalo se enfrentaram em um duelo equilibrado, decidido nos detalhes. Atual campeão sul-americano júnior, Rickson levou a melhor ao somar 13,97, contra 12,94 de Kainalo, garantindo vaga entre os oito melhores do evento.

Quem também segue vivo é Gabriel Klaussner. Depois de uma classificação dramática na repescagem, decidida nos segundos finais, o surfista de Ubatuba mostrou mais controle desta vez. Na terceira bateria da rodada, ele superou Keoni Lasa, do País Basco, por 14,10 a 10,56, confirmando o bom momento no campeonato e avançando às quartas de final.

Já no feminino, o dia foi duro para o Brasil. Laura Raupp, uma das atletas mais cotadas para brigar pelo título, acabou eliminada em um confronto sul-americano. Ela foi superada pela peruana Catalina Zariquiey, que venceu a bateria com um somatório de 13,66, contra 12,23 da brasileira.

Luara Mandelli também deu adeus à competição. Vinda da repescagem, a paranaense enfrentou uma adversária duríssima pela frente: Bella Kenworthy, surfista que integrou a elite do Mundial em 2025. A experiência pesou, e Luara acabou derrotada por 14,00 a 9,17.

Laura Raupp, uma das principais promessas do surfe nacional, sofreu um incidente durante sua bateria nesta terça no Mundial Júnior da WSL, nas Filipinas. A atleta foi atingida por uma água-viva logo no início da disputa e acabou eliminada.

"Tive um incidente com uma caravela logo no início da minha bateria. Me queimei bastante no braço, isso acabou me desestabilizando, já que sou alérgica. Estou cuidando da minha saúde, logo estarei bem e de volta 100%", disse a surfista nas redes sociais.

O que aconteceu?

No domingo (11), Laura foi a única brasileira que estreou com vitória, garantindo vaga direta nas oitavas de final da competição.

Porém, nesta terça-feira, ela acabou atingida pela água-viva e acabou eliminada contra Catalina Zariquiey, do Peru, que avançou às quartas.

Estado de Laura

Em contato com a reportagem, a mãe da surfista Laura Raupp, Giorgia Maciel, detalhou o estado da filha.

"Ela está com uma reação alérgica geral, com febre, dor no corpo e tosse. Como foi atingida no início da bateria por uma caravela bem grande, teve que remover os tentáculos, e acabou fazendo esforço físico por cerca de 30 minutos. O veneno se espalhou, então ela está se sentindo muito mal", revelou Giorgia Maciel à reportagem.

Giorgia ainda contou que a atleta estava com tanta dor que não conseguia raciocinar direito.

"Ela estava com tanta dor que não conseguia raciocinar direito; quando ficava parada, doía muito. Mas foi atendida rapidamente, medicada e está sendo monitorada", concluiu.

Momento mágico

O incidente atrapalhou a participação de Laura, que vive o melhor momento da carreira. A surfista de 19 anos é atualmente a nona colocada no Challenger Series, a divisão de acesso à elite do surfe mundial, onde as sete primeiras vagas garantem acesso à elite em 2026.

Além disso, Laura é atual campeã brasileira e sul-americana de surfe, reforçando seu status de grande promessa.

Próxima parda: Pipeline

O próximo compromisso de Laura Raupp será no dia 29 de janeiro, em Pipeline, no Havaí, uma das ondas mais desafiadoras do mundo.

A atleta terá a chance de retomar a sequência de bons resultados e seguir lutando por uma vaga no Mundial de Surfe da WSL.