Por: Por Pedro Sobreiro

Vasco precisa ser incisivo no mercado no início de 2026

Após uma temporada marcada por altos e baixos, que teve desde a briga contra o rebaixamento até a disputa do título da Copa do Brasil 2025, o Vasco chega em 2026 com carências urgentes a serem preenchidas no elenco.

Se tem uma lição que a temporada passada deixou foi que ter banco de reservas pode fazer a diferença na hora de decidir jogos. Ao longo da temporada, o técnico Fernando Diniz deu recados claros à diretoria de que precisaria de alternativas para conseguir implementar seu estilo de jogo. Com o elenco montado no início de 2025, o time sofreu resultados vexatórios, principalmente pela nítida deficiência no sistema defensivo, que não contava com zagueiros de confiança.

Com a chegada do diretor de futebol Admar Lopes no meio da temporada, o clube conseguiu fazer novamente uma boa janela "de correção" no meio do ano, o que mudou o curso da temporada Cruzmaltina, permitindo que o clube chegasse à final da Copa do Brasil.

No entanto, diante do Corinthians, que também teve diversos momentos de altos e baixos ao longo do ano, prevaleceu o elenco que tinha mais opções no banco de reserva. O elenco corintiano não era tão superior ao Cruzmaltino, mas essa pequena superioridade já foi o bastante para conseguir a vantagem que rendeu aos paulistas a taça.

Para 2026, a prioridade do Vasco deveria ser a janela do início da temporada. A torcida - e os próprios jogadores do elenco - não aguentam mais um ano de sofrimento no primeiro semestre para ver a rota ser corrigida no meio do ano. É hora de Admar e a diretoria atacarem firme o mercado nesse começo de 2026.

As posições carentes já foram identificadas por Fernando Diniz, que pediu volantes de marcação. Claro que há o retorno de JP, revelação da base que brilhou no empréstimo ao Avaí na temporada passada, mas o Vasco não pode se fiar novamente em um atleta sub-20. É preciso ter mais duas ou três opções confiáveis e com mais experiência.

O mesmo para a zaga. Robert Renan e Carlos Cuesta se firmaram no reta final, mas não há opções confiáveis na reserva. A chegada de ao menos dois zagueiros com status para brigar por titularidade é mais do que necessária, é urgente.

Por fim, na reta final da carreira, o artilheiro Pablo Vegetti precisa de uma "sombra" para tirá-lo da zona de conforto. Com sua natural ida para o banco de reservas, Vegetti precisa ter um sucessor no elenco. Além de um centroavante com mais mobilidade para dar variação tática ao esquema de Diniz.

Se a diretoria realmente vislumbra voos mais altos, como a Sul-Americana ou a Copa do Brasil, investir será necessário. E a autoestima do torcedor ainda está abalada pela derrota na Copa do Brasil, então seria uma boa hora para mostrar que existe uma ambição por títulos.