Por: Por Pedro Sobreiro

Vasco sobrevive a temporada de altos e baixos

A temporada 2025 enfim terminou, trazendo um pouco de paz para o torcedor vascaíno. Em um ano que parecia ficar marcado pelo sentimento de exclusão, o clube voltou a surpreender com alguns momentos de alegria e uma sensação de esperança que parece crescer a cada ano que passa, apesar do desfecho ainda não ter sido o há tanto tempo sonhado pelo Cruzmaltino.

O ano começou com a inexplicável contratação do técnico Fábio Carille, conhecido nacionalmente por seu estilo de jogo retranqueiro, algo que vai contra a filosofia de jogo vendida pela diretoria de Pedrinho. Ainda assim ele foi o escolhido para levar o Vasco de volta ao cenário internacional, na disputa da Copa Sul-Americana - o que não acontecia desde 2020.

Após algumas goleadas surpreendentes no Carioca, que terminou nas semifinais com duas derrotas para o Flamengo, o Vasco de Carille voltou a atenção para a Sul-Americana e o Brasileirão. Na Sula, uma vitória contra o Puerto Cabello não foi o bastante para apagar os empates frustrantes contra Lanús e Melgar. No Brasileirão, duas vitórias contra candidatos ao rebaixamento (Santos e Sport) não mascararam a pobreza técnica evidenciada nas derrotas vexatórias para Corinthians, Ceará e Cruzeiro. Esta última, inclusive, marcou a demissão de Carille.

Enquanto não encontrava um técnico, a diretoria apostou em Felipe para assumir interinamente. E o resultado foram vexames históricos. Derrota por 4 a 1 para o fraquíssimo time do Puerto Cabello, eliminando a equipe da Sul-Americana, e uma virada sofrida ante o Vitória no Brasileirão.

A diretoria, então, foi atrás de Fernando Diniz, sonho antigo de Pedrinho. Conhecido por seu estilo ofensivo, Diniz chegou abalando as estruturas do Vasco, com treinos intensos e muita dor de cabeça com o sistema defensivo.

Porém, o técnico conseguiu fazer o que sabe de melhor: potencializar jovens. E assim nasceu a estrela do Vasco em 2025: Rayan. Com as orientações do técnico, que o incentivou a jogar com intensidade, o camisa 77 se tornou a principal promessa do futebol brasileiro e entrou no radar de gigantes europeus.

Com a ascensão de Rayan, o Vasco começou a encaixar e fez partidas de excelência, como a goleada de 6 a 0 sobre o Santos, a vitória por 3 a 1 sobre o São Paulo e um 2 a 0 impecável sobre o Cruzeiro no melhor momento do Cabuloso na temporada. O time chegou a emplacar uma sequência de sete jogos de invencibilidade.

Porém, na reta final, a parte física cobrou seu preço e o Vasco começou a apresentar uma forte queda de rendimento. Apesar da goleada por 5 a 1 sobre o Internacional, o Cruzmaltino chegou a penúltima rodada do Brasileirão ainda com risco de rebaixamento. O que não se concretizou graças a resultados de outras equipes.

Em meio a esses altos e baixos, a grande lição do clube foi a Copa do Brasil. Após parar nas semifinais em 2024, o Vasco conseguiu chegar a sua primeira final nacional em 14 anos. O time está "criando casca" em Copas, o que parece ser a grande notícia para o clube. O time "sabe sofrer", mas ainda estava cru em finais. E assim, mesmo jogando muito melhor, perdeu a decisão para o Corinthians em pleno Maracanã.

Para 2026, a diretoria terá uma verba maior e a expectativa é que seja reforçado o elenco visando aproveitar essa "casca" para que Fernando Diniz possa fazer o torcedor sonhar novamente com títulos.