A seleção que se sagrar campeã da Copa do Mundo de 2026 receberá uma premiação pelo título no valor de US$ 50 milhões (R$ 272,5 milhões), o que corresponde a um crescimento de 19% na comparação com os US$ 42 milhões (R$ 230 milhões) que a Argentina recebeu pelo triunfo no Qatar, em 2022.
O vice-campeão receberá US$ 33 milhões (R$ 180 milhões), contra US$ 30 milhões (R$ 164 milhões) na edição passada, alta de 10%.
O terceiro lugar terá direito a US$ 29 milhões (R$ 158 milhões), enquanto o quarto colocado receberá US$ 27 milhões (R$ 147,2 milhões).
As seleções que ficarem entre o quinto e o oitavo lugar receberão US$ 19 milhões (R$ 104 milhões). Para aquelas entre a nona e a 16ª colocação, a premiação será de US$ 15 milhões (R$ 82 milhões).
Para as equipes que ficarem entre a 17ª e a 32ª colocação, o prêmio será de US$ 11 milhões (R$ 60 milhões), e de US$ 9 milhões (R$ 49 milhões) para aquelas entre a 33ª e a 48ª posição.
Os valores foram definidos durante reunião do conselho da Fifa (Federação Internacional de Futebol), em Doha, no Qatar.
A Fifa também definiu um valor de US$ 727 milhões (R$ 4 bilhões) a ser repassado para a competição como um todo, aumento de 50% em relação ao Qatar. A maior parte - US$ 655 milhões (R$ 3,6 bilhões), ou cerca de 91% - será destinada à premiação às seleções participantes.
Cada equipe classificada também receberá US$ 1,5 milhão (R$ 8,2 milhões) para cobrir os custos de preparação.
A Copa ocorrerá de 11 de junho a 19 de julho. A abertura será realizada no estádio Azteca, na Cidade do México, com a final programada para o MetLife Stadium, em East Rutherford.
Na versão expandida, a Copa terá 104 partidas, com as 48 equipes divididas em 12 grupos com quatro times cada um. Os dois primeiros de cada chave avançam, mais os oito melhores terceiros colocados, com as 32 seleções passando a se enfrentar em partidas de mata-mata.
Os Estados Unidos abrigarão 78 jogos, distribuídos por 11 cidades. Canadá, em duas cidades, e o México, em três, receberão 13 partidas cada um.
Anúncio de ingressos "populares"
Após ser duramente criticada pelos preços dos ingressos para a Copa do Mundo, a Fifa anunciou nesta terça-feira (16) uma "categoria especial" de bilhetes para acompanhar as partidas do torneio. Os novos ingressos, disponíveis para as 104 partidas do Mundial, incluindo a final, custarão US$ 60 (R$ 326).
Segundo a entidade, os ingressos, destinados ao setor "arquibancada básica", serão reservados para os torcedores das seleções classificadas. As associações regionais ficarão responsáveis pela comercialização, cabendo a elas a definição dos critérios de alocação e do processo de inscrição. Elas deverão garantir que os "ingressos sejam destinados aos torcedores mais fiéis de sua seleção", informou a Fifa.
De acordo com as tabelas de preços previamente distribuídas, os ingressos "econômicos" para a final da Copa do Mundo começarão em US$ 4.195 (R$ 22,8 mil), subindo para US$ 5.575 (R$ 30,2 mil) para assentos "padrão" e US$ 8.680 (R$ 47 mil) para "premium".
Um ingresso "padrão" para o jogo da fase de grupos entre Qatar e Suíça em Santa Clara, na Califórnia, custará US$ 380 (R$ 2.060). Um assento "padrão" na partida de abertura da Croácia contra a Inglaterra, em Dallas, custará US$ 500 (R$ 2.711), enquanto os ingressos "econômicos" -que devem ser escassos- começam em US$ 265 (R$ 1.437).
Os preços dos ingressos para os jogos variam entre as partidas, dependendo da localização e das equipes participantes. Quase dois milhões de ingressos já foram vendidos em sorteios de pré-venda, muitos deles custando centenas de dólares.
Segundo a Fifa, desde a última quinta-feira, quando se iniciou a terceira fase de vendas, já foram recebidas 20 milhões de solicitações de torcedores por ingressos.
"A Fifa, como organização sem fins lucrativos, reinveste as receitas geradas pela Copa do Mundo a fim de promover o crescimento do futebol masculino, feminino e juvenil nas 211 federações membro", informou a entidade.