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Falta de documentação é a principal causa de multas de motocicletas

Da Redação

A fiscalização de trânsito em Campinas identificou que a irregularidade na documentação dos veículos é a principal causa de autuações e apreensões de motocicletas nas operações integradas realizadas na cidade.

Dados da Emdec (autarquia responsável pelo trânsito da cidade) revelam que o licenciamento vencido lidera o ranking de infrações representando cerca de 10,46% do total de autuações registradas em blitze.

Outras irregularidades frequentes incluem o uso de escapamentos barulhentos ou com descarga livre que somam 10,23% das ocorrências, além de sistemas de iluminação alterados e o uso de pneus em mau estado de conservação.

Consequência

A falta de documentação em dia resulta na remoção imediata do veículo para o pátio municipal, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Durante o ano de 2025, as quase 300 operações integradas entre Emdec, Guarda Municipal e Polícia Militar identificaram cerca de 10,9 mil condutas de risco, sendo que o descumprimento das normas administrativas dificulta a fiscalização e a segurança pública. A preocupação central dos agentes é reduzir os índices de sinistros fatais uma vez que motociclistas e pedestres concentram a grande maioria das mortes no trânsito urbano de Campinas, chegando a 88% das vítimas.

Além das questões documentais, a fiscalização tem focado em comportamentos de risco como o excesso de velocidade e a condução sob efeito de álcool, que são os fatores que mais matam nas vias da cidade.

A condução sem o uso do capacete ou a realização de manobras perigosas também somaram centenas de infrações entre 2025 e o início de 2026, exigindo o flagrante dos agentes para a autuação. A Emdec reforça que as blitze continuarão em pontos estratégicos para garantir que os veículos circulem em condições legais e seguras preservando a vida de todos os usuários do sistema viário.

Mais motos

A produção de motocicletas teve aumento de 1,7% no primeiro bimestre de 2026, ante o mesmo período do ano passado. Em janeiro e fevereiro, 348.732 unidades saíram das linhas de montagem. De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), esse foi o melhor desempenho dos últimos 15 anos.

O resultado do bimestre foi positivo, apesar do recuo de fevereiro com relação ao mesmo mês de 2025. No mês passado, foram produzidas 164.104 motocicletas, volume 7,1% menor que no ano passado e 11,1% inferior ao alcançado em janeiro deste ano.

Segundo o balanço da entidade, houve crescimento de 22% na produção de motocicletas de alta cilindrada. Ao todo foram fabricadas 9.725 unidades no primeiro bimestre, volume que corresponde a 2,8% da produção total.

Em números absolutos, a liderança de produção é dos modelos de baixa cilindrada, que teve 270.919 motocicletas produzidas, com 77,7% do total fabricado. Em segundo lugar, ficaram os modelos de média cilindrada, com 19,5% da produção.

Entre as categorias, a Street foi a mais produzida no primeiro bimestre, com 180.488 unidades, o que corresponde a 51,8% do volume fabricado. Em segundo lugar, ficou a Trail, com 19,4% do total produzido, seguida pela Motoneta, com 13,3%.

O balanço da Abraciclo indica ainda que de janeiro a fevereiro foram emplacadas 350.110 motocicletas, aumento de 13,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Em fevereiro, as vendas somaram 171.548 unidades, alta de 10% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Já em janeiro houve queda de 3,9% nas vendas.

Exportações

Os dados mostram alta de 43,1%, com o embarque de 8.015 unidades para o mercado externo no primeiro bimestre. Em fevereiro, as associadas da Abraciclo exportaram 4.748 motocicletas, volume 70% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado e 45,3% maior na comparação com janeiro.