Março fechou com 4.172 testes de bafômetro em Campinas, realizados durante operações integradas entre a Emdec (autarquia responsável pelo trânsito campineiro), a Guarda Municipal e a Polícia Militar. A fiscalização gerou 152 autuações por embriaguez ao volante, sendo 148 por recusa ao exame e quatro por confirmação de consumo de álcool. Um dos condutores foi detido e encaminhado à delegacia após o bafômetro indicar 0,76 miligrama de álcool por litro de ar, o que caracteriza crime de trânsito pela legislação nacional.
Os dados detalham que o volume de recusas ao teste apresentou crescimento de 72% em relação ao mês de fevereiro, quando houve 86 registros dessa natureza. No perfil dos infratores, homens somaram 126 casos enquanto as mulheres totalizaram 22. A maioria das autuações envolveu veículos com placas de Campinas, mas a operação alcançou condutores de 22 cidades e cinco estados. No total das 21 blitze feitas, os agentes identificaram 987 condutas de risco e removeram 203 veículos ao Pátio Municipal por irregularidades diversas.
As motocicletas representaram 52,6% das condutas de risco identificadas, com 519 autuações e 131 remoções para o depósito público. Entre as principais infrações, licenciamento irregular, com 136 registros, e o uso de escapamentos sem silenciadores, com 107 casos. A fiscalização também detectou motoristas sem habilitação, veículos com pneus em mau estado e sistemas de iluminação alterados. Em um dos casos, foi apreendida uma moto, que circulava com débitos de R$ 9,7 mil em multas.
Bafômetro
A recusa ao teste permanece como a conduta mais frequente nas operações integradas e acarreta multa de R$ 2.934,70, além da suspensão do direito de dirigir por 12 meses. A medida administrativa de recolhimento da carteira de habilitação ocorre no momento da abordagem.
A intensificação do monitoramento nas vias de Campinas fundamenta-se nos indicadores de fatalidade colhidos em 2025. O levantamento sobre as mortes em vias urbanas demonstrou que o consumo de álcool associado à condução de veículos foi o fator de risco com maior incidência nos óbitos analisados, superando o excesso de velocidade. As operações de bloqueio visam o controle dessas condutas para a redução de colisões e o aumento da segurança para pedestres e motoristas no perímetro municipal.