Por:

Com etanol, Câmara deixa de emitir mais de 450 toneladas de gás carbono

Da Redação

A Câmara Municipal de Campinas economizou 458 toneladas de gás carbono (CO²), deixando de emití-las na atmosfera, desde 2021, resultado direto de um ato da Mesa Diretora que estabeleceu a priorização do consumo de etanol no abastecimento dos veículos oficiais que compõem a frota da Casa.

O levantamento foi realizado por Lucas Dorta, servidor da Coordenadoria Financeira e integrante da Comissão Gestora da Agenda Ambiental da Câmara, que esclarece que a iniciativa colabora para a emissão de carbono neutro pois o volume de CO² expelido pelos automóveis é inferior ao gerado por combustíveis fósseis como a gasolina e o diesel, ainda que a etapa de produção do etanol apresente maior geração de carbono.

O vereador Luiz Rossini (Republicanos-SP), presidente da Casa, manifestou satisfação com os indicadores alcançados e ressaltou que o Planejamento Estratégico do Legislativo local incorpora diretrizes sustentáveis de forma perene.

Segundo o parlamentar, o expediente interno já contempla há anos práticas voltadas à valorização do meio ambiente, citando como exemplos a diminuição no uso de papel e a instalação de recipientes destinados à coleta de lixo reciclável, sob o argumento de que a instituição possui o dever de oferecer exemplo e fomentar a qualidade de vida para a população da cidade.

Ao adotar o combustível sustentável, a Câmara Municipal de Campinas alinhou-se às normas internacionais que regulam as taxas de emissões de CO², atendendo aos preceitos da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, especificamente no que tange aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de números 7, 12 e 13.

O impacto da redução de aproximadamente 450 toneladas de carbono nos últimos quatro anos foi comparado pelo diretor geral da Câmara, Ronan Vieira, ao plantio anual de 12 mil árvores, o que corresponderia a uma extensão territorial de cerca de 12 campos de futebol cobertos por vegetação, reforçando o compromisso social e sustentável do órgão.

Brasil

A opção institucional pelos biocombustíveis acompanha o cenário da produção nacional, visto que dados da Agência Internacional de Energia indicam que o Brasil ocupa o posto de segundo maior produtor global de etanol. O país atinge a marca de 30 bilhões de litros produzidos anualmente, utilizando como matérias-primas a cana-de-açúcar e outras fontes vegetais, a exemplo do milho.

A aplicação de políticas voltadas à contenção do CO² previstas na Agenda 2030 é considerada fundamental para o combate ao aquecimento global, fenômeno que gera desequilíbrio climático e impacta ecossistemas e a vida urbana, manifestando-se por meio de ondas de calor intensas e chuvas severas.

Combustível mais caro

O preço do etanol subiu em 15 Estados na semana passada, segundo a Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis. Caiu em 8 estados e no Distrito Federal, enquanto permaneceu estável no Espírito Santo e em Mato Grosso do Sul, sendo que o Amapá não teve coleta de informações.

O valor médio nacional avançou de R$ 4,70 para R$ 4,72 o litro, alta de 0,43%. Em São Paulo, principal centro de produção e consumo, subiu 0,44% atingindo R$ 4,54. A maior variação ocorreu no Ceará com salto de 7,09% para R$ 5,44, enquanto Pernambuco teve a maior redução de 1,73% fixando-se em R$ 5,67.

A média estadual mais baixa foi de R$ 4,44 em Mato Grosso do Sul, e a mais alta de R$ 5,85 no Rio Grande do Norte.

Quanto à competitividade, o biocombustível superou a gasolina apenas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo, com paridades entre 67,86% e 69,60%. Na média geral, o etanol foi desfavorável frente ao derivado de petróleo, embora executivos do setor apontem que a viabilidade pode ocorrer acima de 70% dependendo do veículo utilizado.