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Comissão debate analfabetismo de adultos

A Comissão Permanente das Pessoas com Deficiência ou Mobilidade Reduzida da Câmara Municipal, presidida pela vereadora Debora Palermo (PL-SP), realizará a segunda Reunião Ordinária de 2026 nesta segunda-feira (30), às 10h, no Plenário "José Maria Matosinho".

O evento é aberto ao público e contará com transmissão ao vivo pela TV Câmara Campinas. O encontro terá como pauta principal o debate sobre a criação de um Programa Municipal de Políticas Públicas Intersetoriais de Combate ao Analfabetismo Funcional para Jovens e Adultos com ou sem Deficiências.

Durante a reunião, será destacada a experiência do Programa Equali-EJA, desenvolvido pela Guardinha em parceria com o Sesi-SP e apoiado pela Fundação Feac. O projeto, que está sendo descontinuado, ofereceu turmas presenciais e a distância para adolescentes, jovens e adultos com diferentes tipos de deficiência, promovendo acessibilidade, adaptação de materiais e metodologias inclusivas.

O Equali-EJA poderá servir como modelo para a criação do novo programa municipal, reforçando a importância de políticas públicas que garantam escolarização, autonomia intelectual e inclusão social.

Estarão presentes representantes do Poder Executivo, secretarias municipais, universidades, conselhos tutelares, organizações da sociedade civil e entidades que atuam na defesa dos direitos das pessoas com deficiência.

"A criação deste programa é um passo essencial e urgente para garantir inclusão, ampliar oportunidades e fortalecer a cidadania, promovendo uma educação que respeita as diferenças em nossa cidade", ressalta a vereadora.

Equali-EJA

Surge como iniciativa estratégica para reduzir as disparidades educacionais no Brasil ao focar na permanência e no êxito de estudantes da Educação de Jovens e Adultos. Articula ações de monitoramento de frequência com suporte pedagógico personalizado para combater a evasão escolar característica dessa modalidade de ensino. Por meio de recursos tecnológicos, busca adaptar o currículo às realidades profissionais e sociais dos alunos.

A meta é garantir que a retomada dos estudos resulte em certificação e inclusão produtiva, fortalecendo o direito constitucional à educação em qualquer faixa etária.