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Hospitais da Baixada realizam blocos especiais para seus pacientes

O Carnaval 2026 foi diferente para os pacientes dos hospitais da Baixada Fluminense, que prepararam ativações para animá-los um pouco em meio a seus tratamentos.

O dia 10 de fevereiro, por exemplo, foi diferente para pacientes, acompanhantes, profissionais de saúde e visitantes do Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes (HMAPN). Os corredores do hospital encheram-se de alegria e de música, com mais uma edição do projeto Plateias Hospitalares - Doutores da Alegria, embalados pelo Cortejo de Carnaval, apresentado pelo grupo Conexão do Bem.

Desfilando com marchinhas, sambas e músicas que atravessam gerações, o cortejo levou o clima carnavalesco para a unidade. A cada parada, o público formado por aqueles que vivem o cotidiano hospitalar era convidado a participar. O Cortejo de Carnaval da Conexão do Bem reafirma o Carnaval como símbolo de diversidade, coletividade e solidariedade — uma experiência artística que celebra a vida, a cultura popular e a potência do encontro.

O projeto faz parte das ações desenvolvidas pelos Doutores da Alegria, entidade que atua no Estado do Rio de Janeiro com o Plateias Hospitalares desde 2009. O Doutores da Alegria é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, a qual introduziu a arte do palhaço no universo da saúde, intervindo junto a crianças, a adolescentes e a outros públicos em situação de vulnerabilidade e de risco sociais em hospitais públicos.

Bloquinho para a criançada em Nova Iguaçu

O som da diversão ecoou onde normalmente se ouvem passos apressados e orientações médicas. O Carnaval chegou à enfermaria pediátrica do Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI). Na quinta-feira (12), a ala ganhou novas cores, música e brincadeiras, levando leveza às crianças internadas e também aos seus responsáveis.

Personagens animados comandaram o bloquinho do HGNI, passando de leito em leito, distribuindo brindes e espalhando alegria. Teve foto, interação e até improviso de samba ao lado das camas. Para muitos pacientes, foi a oportunidade de vivenciar um pouco da maior festa popular do país enquanto seguem em recuperação.

A iniciativa foi pensada especialmente para os pequenos que estão em tratamento e não poderão participar das comemorações neste ano. Mais do que fantasia e música, a ação levou acolhimento e conforto emocional. O ambiente hospitalar se transformou em um espaço de imaginação e descontração, reforçando que o cuidado também passa pelo bem-estar psicológico, sempre com atividades autorizadas e acompanhadas pelas equipes médicas.

Para o diretor-geral do HGNI, Ulisses Melo, a ação reforça uma assistência que vai além dos procedimentos clínicos.

"Sabemos que a internação pode ser um período delicado, principalmente para as crianças. Trazer o Carnaval para dentro da enfermaria é uma forma de renovar o ânimo, aliviar a tensão e mostrar que o hospital também pode ser um lugar de acolhimento e esperança", destacou.

Após a visita aos leitos, a comemoração seguiu para a brinquedoteca da unidade, espaço dedicado à recreação e ao desenvolvimento dos pacientes. As crianças que não estavam acamadas puderam brincar, tirar fotos e arriscar alguns passos de samba, vivendo um Carnaval adaptado à realidade hospitalar.