Por Lucas Bombana (Folhapress) e Pedro Sobreiro
Com o objetivo de aumentar a segurança, facilitar o acesso dos torcedores e combater a prática do cambismo, os clubes de futebol vêm adotando de maneira gradual nos últimos anos o sistema de reconhecimento facial para o acesso aos estádios em dias de jogo.
O modelo já era adotado de maneira voluntária em algumas praças do futebol brasileiro, mas passou desde o mês passado a ser uma obrigação imposta pela Lei Geral do Esporte.
A lei, em seu artigo 148, estabelece que, desde o último dia 14 de junho, os estádios com capacidade acima de 20 mil lugares devem "contar com meio de monitoramento por imagem das catracas e com identificação biométrica dos espectadores, assim como deverá haver central técnica de informações, com infraestrutura suficiente para viabilizar o monitoramento por imagem do público presente e o cadastramento biométrico dos espectadores".
Para estádios com cerca de 40 mil lugares, o custo para a implantação do reconhecimento facial gira em torno de R$ 3 milhões, segundo estimativas de profissionais do setor.
O primeiro clube do Brasil a adotar o sistema foi o Goiás, que implantou a tecnologia na "Serrinha".
No Rio de Janeiro, seguindo a história do clube, o pioneiro foi o Vasco da Gama. Em acordo firmado com o Ministério Público para a liberação do estádio de São Januário, foi incluída no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) uma cláusula para implantar a tecnologia.
Depois do São Januário, o Maracanã (Flamengo e Fluminense) e o Nilton Santos (Botafogo) adotaram o cadastramento facial.