A demanda global por viagens aéreas deve mais que dobrar até 2050, segundo projeções de longo prazo divulgadas pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). O avanço reflete uma combinação de fatores econômicos, demográficos e tecnológicos, consolidando a aviação como um dos principais vetores da mobilidade global nas próximas décadas.
No cenário considerado mais provável pela entidade, o volume de passageiros medido em quilômetros pagos deve saltar de cerca de 9 trilhões em 2024 para 20,8 trilhões em 2050, o que representa uma taxa média de crescimento anual de 3,1%.
Em cenários alternativos, a expansão pode variar entre 19,5 trilhões e 21,9 trilhões de passageiros-quilômetros, dependendo de variáveis como crescimento econômico, custo do combustível e evolução da capacidade do setor.
A análise aponta que o crescimento será desigual entre as regiões. Mercados emergentes devem liderar a expansão, com destaque para Ásia e África, que apresentam maior potencial de aumento de renda, urbanização e conectividade aérea. Já regiões mais maduras, como Europa e América do Norte, tendem a crescer em ritmo mais moderado.
Apesar do avanço projetado, a IATA destaca que o ritmo de crescimento vem desacelerando ao longo das décadas. Entre 1972 e 1998, a expansão média anual foi de 6,1%, caindo para 4,5% entre 1998 e 2024. A projeção até 2050 indica uma continuidade dessa tendência, com crescimento mais estável e previsível.
Ainda assim, a perspectiva permanece positiva. Para o diretor-geral da entidade, Willie Walsh, a forte demanda reflete o desejo contínuo das pessoas por viajar e deve impulsionar o desenvolvimento econômico e social, com geração de empregos e ampliação da conectividade global.
Expansão
Em 2025, a demanda global por viagens aéreas cresceu acima de 5%, com destaque para o avanço das rotas internacionais, indicando uma consolidação da recuperação do setor após a pandemia.
O crescimento traz desafios relevantes, como a necessidade de ampliar infraestrutura aeroportuária, garantir eficiência operacional e avançar na descarbonização da aviação, diante do aumento previsto no consumo de combustível e nas emissões.
O setor caminha para um novo ciclo de expansão global, marcado por maior volume de passageiros, mudanças regionais na demanda e pressão crescente por inovação e sustentabilidade.