O turismo internacional alcançou um marco histórico em 2025 ao registrar 1,5 bilhão de chegadas globais, segundo relatório da Organização Mundial do Turismo (UN Tourism). O volume consolida a recuperação do setor após o impacto sem precedentes da pandemia de Covid-19 e reforça a projeção de crescimento contínuo até 2030, quando o fluxo mundial deve atingir 2 bilhões de viagens internacionais.
O avanço reflete a combinação de expansão econômica, digitalização dos serviços, aumento da conectividade aérea e maior integração entre mercados ao longo das últimas cinco décadas.
O relatório mostra que o setor passou de 222 milhões de chegadas internacionais em 1975 para 1,5 bilhão em 2025, crescimento de sete vezes no período. No mesmo intervalo, as exportações do turismo, que incluem receitas de viagens e transporte internacional de passageiros, saltaram de cerca de US$ 50 bilhões para US$ 2,2 trilhões.
A trajetória ascendente se manteve apesar de choques econômicos, conflitos geopolíticos e crises sanitárias, com exceção da pandemia, quando as viagens internacionais recuaram 72% em 2020, retornando a níveis da década de 1990.
A recuperação começou no fim de 2021, ganhou força em 2023 e, em 2024, já havia superado os níveis pré-pandemia. Para a UN Tourism, o cenário atual exige planejamento e políticas de longo prazo, com foco em crescimento inclusivo, resiliência e respeito às comunidades e ao meio ambiente.
Brasil
Inserido nesse contexto de crescimento global, o Brasil viveu em 2025 o melhor ano de sua história no turismo internacional. O país registrou 9.2 milhões de turistas estrangeiros, volume recorde na série histórica e 37,1% superior ao resultado de 2024. O fluxo equivale a quase 3 mil voos internacionais desembarcando no país ao longo do ano.
O desempenho superou a meta prevista no Plano Nacional de Turismo, que estimava 6,9 milhões de chegadas em 2025. O bom resultado se manteve até dezembro, quando o país recebeu 896 mil estrangeiros, crescimento de 11% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul concentraram as principais portas de entrada, enquanto a Argentina manteve a liderança entre os mercados emissores.
O resultado reforça o protagonismo do turismo na economia e no fortalecimento da imagem do Brasil no cenário internacional, sinalizando perspectivas positivas para os próximos anos.