A partir desta segunda-feira, 6 de abril de 2026, empresas de todo o país passam a ter a obrigação de orientar seus funcionários sobre campanhas oficiais de vacinação contra o HPV e sobre o acesso a serviços de diagnóstico de câncer de mama, próstata e colo do útero.
A medida foi estabelecida por norma publicada no Diário Oficial da União, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para incluir a exigência entre as responsabilidades dos empregadores. As orientações deverão seguir as recomendações do Ministério da Saúde.
Além da divulgação de informações, a norma também prevê que os trabalhadores sejam informados sobre o direito de se ausentar do trabalho para a realização de exames preventivos, sem prejuízo do salário.
Especialistas avaliam que a iniciativa busca ampliar o acesso à informação e incentivar a prevenção e o diagnóstico precoce de doenças, o que pode contribuir para a redução de casos graves e da mortalidade associada a esses tipos de câncer.
Parceria para produção de medicamento
No campo do tratamento, o Instituto Butantan firmou uma parceria com a farmacêutica norte-americana MSD para a produção de um medicamento avançado contra o câncer, que deverá ser destinado a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
O acordo, divulgado no fim de março, é resultado de um edital lançado em 2024 pelo Ministério da Saúde e prevê que o laboratório público brasileiro passe a produzir o pembrolizumabe.
A medicação é uma terapia imunológica que atua estimulando o sistema de defesa do organismo a identificar e combater células cancerígenas. De acordo com especialistas, o tratamento apresenta menor toxicidade em comparação com a quimioterapia tradicional e tem demonstrado resultados considerados eficazes em diferentes tipos de câncer.
A expectativa é que a iniciativa amplie o acesso a terapias inovadoras no sistema público de saúde.