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Violino: quando a música também ensina a ouvir, concentrar e persistir

Aos 25 anos, professor Jackson Vitor transforma 16 anos de dedicação ao instrumento em experiência

Violino: quando a música também ensina a ouvir, concentrar e persistir
A prática de um instrumento é uma atividade especialmente complexa porque exige que diferentes habilidades Crédito: Divulgação

O violino transmite emoção e cria conexão entre músico e público. Aprender a tocá-lo também exige concentração, coordenação, memória, percepção auditiva, disciplina e persistência.

Jackson Vitor conhece esse processo desde os 9 anos. Hoje, aos 25, soma 16 anos de estudos e transformou a relação com o instrumento em profissão. É professor de violino, viola clássica e musicalização e integra a Escola de Música Santa Cecília, em Petrópolis.

"Comecei a estudar violino aos 9 anos de idade. Com o passar do tempo, o instrumento foi se tornando cada vez mais importante na minha vida, tanto como forma de expressão quanto como profissão", conta.

Currículo extenso

Sua formação começou com Jaqueline Moreira e incluiu capacitação em violino e pedagogia com Carla Ricon. Participou dos festivais de Música de Juiz de Fora, Vale do Café e Internacional de Londrina, integrou a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro e hoje faz parte da Orquestra Teatro Imperial.

Na sala de aula, procura compartilhar técnica e experiência. "Procuro transmitir não apenas conhecimentos técnicos, mas também disciplina, confiança e prazer em aprender música", afirma.

Coordenação motora

Estudos associam o treinamento musical a habilidades como atenção, memória de trabalho e controle inibitório, embora os resultados variem conforme idade, metodologia e tipo de prática.

No violino, o aluno coordena as mãos, controla o arco, posiciona os dedos, acompanha a leitura musical e observa a afinação. "Constância, postura, coordenação, afinação e um bom controle do arco são fundamentais", explica Jackson.

O aprendizado também envolve lidar com erros e frustrações. A evolução acontece com repetição, correção e reconhecimento dos avanços. "A música pode desenvolver confiança, concentração, disciplina, autonomia e autoestima. Também ajuda o aluno a aprender a lidar com desafios e a perceber a própria evolução", diz.

Não é preciso começar na infância nem ter conhecimento musical prévio. "Não acredito que exista uma idade única e obrigatória para começar. O mais importante é ter vontade de aprender e um acompanhamento adequado", afirma.

Estudos também investigam a relação entre música e estresse, mas uma aula de violino não equivale a terapia. As apresentações integram a formação e ajudam o aluno a se preparar e lidar com o nervosismo, segundo Jackson.

Tradição e novas gerações

Fundada em 16 de fevereiro de 1893 pelo professor João Paulo Carneiro Pinto, a Escola de Música Santa Cecília tem mais de 130 anos de história e integra a vida cultural de Petrópolis. Entre seus antigos alunos estão Magdalena Tagliaferro, César Guerra-Peixe e Ernani Aguiar. Hoje, oferece aulas de diferentes instrumentos e modalidades para várias idades.

Para Janine Meirelles, presidente voluntária da instituição, professores jovens como Jackson aproximam novas gerações da música sem abandonar a tradição. "Uma instituição com mais de 130 anos de história precisa preservar sua tradição, mas também precisa olhar para o presente e para o futuro", afirma.

Segundo Janine, não é necessário ter talento prévio ou começar cedo. "O mais importante é ter vontade de aprender e encontrar um espaço que ofereça orientação e acompanhamento", acrescenta.

Após 16 anos de estudos, Jackson compartilha o conhecimento com novos alunos. "A música representa uma forma de expressão, aprendizado e conexão com outras pessoas", resume.

Serviço

A Escola de Música Santa Cecília funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, na Rua General Osório, 192, Centro de Petrópolis. Informações pelo telefone e WhatsApp (24) 2242-2191, Instagram @emusicasantacecilia e Facebook @santaceciliapetropolis.