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Mundial de Esgrima põe o Brasil na cena internacional do esporte

Equipe da confederação celebrou a organização do mundial | Foto: Marcelo Perillier

Por Marcelo Perillier*

Florete, sabre e espada. Armas que podem representar as disputas medievais, mas que, na verdade, fazem parte de um esporte que realizou um sonho e colocou o Brasil no mapa do cenário mundial da modalidade. E se você pensou em esgrima, acertou.

Neste início de abril, a Arena 1 e o Velódromo do Parque Olímpico foram palco do Mundial Cadete e Juvenil, com mais de 100 países lutando não apenas por medalhas, mas para aperfeiçoar seus jovens e promissores atletas.

Esse foi um campeonato que foi planejado durante dois anos e o objetivo principal foi trazer o mundo inteiro para a nossa Barra da Tijuca, com a utilização do legado olímpico, que é um legado da nossa cidade. A gente teve aqui vários atletas do mundo inteiro. Foram 108 países, aproximadamente 1450 atletas que competiram nas três modalidades da esgrima: a espada, o florete e o sabe. Os três primeiros dias foram de sabre, os três seguintes do florete e esses três últimos dias na competição de espada. Essa é a maior competição de esgrima do mundo", disse Arno Schneider, presidente da Confederação Brasileira de Esgrima, que deu um pequeno resumo de como é disputa na esgrima:

"Nós tivemos duas categorias: sub-17 e o sub-20, tanto masculino quanto feminino. Durante todos os dias nós tivemos duas competições, sejam elas masculino e feminino 17 anos (cadete), masculino e feminino juvenil ou masculino e feminino juvenil por equipes. Explicando um pouquinho da esgrima, a gente tem o sabre, que é uma modalidade em que a gente pode tocar da cintura para cima, valendo os toques no braço e na máscara, e eu posso tocar com qualquer parte da lâmina. A espada eu toco somente com a ponta e a superfície válida é o corpo inteiro. E no florete eu só posso tocar no tronco do atleta, também somente com a ponta", concluiu.

O Brasil pode não ter ido muito longe nas competições tanto masculinas quanto femininas, mas o aprendizado e, acima de tudo, o legado a ser deixado foi a principal conquista a ser celebrada.

"Foi uma honra imensa sediar um evento desta magnitude e mostrar ao mundo a força do nosso esporte e a energia única desta cidade. Mais do que resultados, vimos histórias de coragem, resiliência e amizade. Os atletas são o presente e o futuro da esgrima mundial", afirmou Arno.

Elogios internacionais

Mesmo com o incêndio na cobertura do Velódromo, a competição seguiu normalmente, mostrando que a organização foi o ponto-chave do torneio, a ponto de receber elogios das delegações internacionais e até mesmo da Federação Internacional (FIE).

"A CBE agiu com rapidez e responsabilidade, trabalhando como um só time. A capacidade de realocar as competições com profissionalismo garantiu a segurança de todos e a continuidade das atividades sem interrupções", destacou o presidente interino da Federação Internacional de Esgrima, Abdelmoneim El-Husseiny.

O presidente da Federação Europeia de Esgrima, Pascal Tesch, também ressaltou a capacidade de reação da organização.

"Graças à rápida reorganização, a competição pôde continuar. A atuação da CBE, dos voluntários e especialistas, que criaram soluções da noite para o dia, foi fundamental para que o impacto não comprometesse o campeonato", ressaltou.

A gestora da FIE, Jennifer Yamin, ressaltou a execução do plano de contingência.

"O Brasil demonstrou exatamente o que buscamos em eventos desse nível: identificar o problema e resolvê-lo no tempo necessário. A execução foi impecável", afirmou.

*Com informações da Confederação Brasileira de Esgrima

Desempenho da seleção nas modalidades

Pietra conseguiu boas colocações no cadete e no juvenil, na espada | Foto: Bizzi Team/FIE

Por Marcelo Perillier*

Disputa por medalhas não seria algo fácil para a Seleção Brasileira, mas conseguir vencer, ao menos, uma luta, já seria algo para pensar. E foi exatamente isso que muitos atletas conseguiram, tanto no juvenil quanto no cadete.

Na primeira arma em disputa, o sabre, os integrantes da equipe masculina ficaram nas seguintes posições: no juvenil, Marcus Pinto (30º), Arthur Wolff (40º), Vince Liu (41º), Érico Patto (55º); no Cadete, Marcus Pinto (29º), Vince Liu (65º), Joaquim Peluso (88º). Já no feminino: no Juvenil, Ana Beatriz Fraga (37º), Camila Vieira (75º), Gabriela Ohana (101º), Stella Santos (103º); no cadete, Carolina Szasz (42º), Ana Beatriz Fraga (48º), Gabriela Ohana (76º). Por equipes, Érico Patto, Marcus Pinto, Arthur Wolff, Vince Liu ficaram na 20ª posição; e Ana Beatriz Fraga, Camila Vieira, Stella Santos, Gabriela Ohana, na 15ª.

No florete a classificação ficou assim: no masculino juvenil, Álvaro Kalleby (96º), Guilherme Vianna (100º), Pedro Nogueira (102º), Luiz Foschini (147º); no feminino juvenil, Marina Morais (120º), Livia Burberry (124º), Valentina Basso (142º), Julia Grahl (148º); no masculino cadete, Álvaro Kalleby (48º), Felipe Reichow (62º), Henrique Lucci (78º); e no feminino cadete, Valentina Basso (45º), Giulia Santos (67º), Julia Grahl (77º). Por equipes, Marina Morais, Livia Burberry, Júlia Grahl, Valentina Basso ficaram em 18º; e Luiz Foschini, Álvaro Kalleby, Guilherme Vianna, Pedro Nogueira, em 23º.

Na espada, os resultados foram esses: no juvenil feminino, Pietra Brazolin (64º), Laura Correia (121º), Aydee Dias (128º), Vitória Macedo (130º); e por equipes, Laura Correia, Aydee Dias, Pietra Brazolin, Vitoria Macedo, em 33º.

"Foi minha melhor colocação no mundial. Ano passado eu caí no primeiro quadro que eu entrei. Esse aqui eu joguei um jogo ainda antes de cair, então foi melhor", disse Pietra Brazolin, de 16 anos.

Já no masculino juvenil, Matheus Brandt (57º), Henrique Augusto (130º), Guilherme Dubiel (157º), Pedro Rocha (191º); e por equipes, Matheus Brandt, Guilherme Dubiel, Henrique Augusto, Pedro Rocha, em 20º.

"É sempre emocionante conseguir ter uma competição aqui no Brasi. E eu acho que o clima fica muito mais leve. Meu resultado demonstra um pouco isso. Saio orgulhoso com o que eu fiz. Acredito que eu estou jogando bem no meu nível', afirmou Matheus.

No cadete feminino, Pietra Brazolin (50º), Laís Rossa (81º), Mariana Melo (112º); e no masculino, Pedro Louzada (72º), Henrique Augusto (101º), Rafael Hoffelder (115º).

*Com informações da Confederação Brasileira de Esgrima