A Polícia Federal (PF) apreendeu R$ 2,85 milhões em bens e valores durante o primeiro turno das eleições gerais, realizado no domingo (4). Desse total, R$ 520,5 mil correspondem a dinheiro em espécie. O balanço final da atuação da corporação foi divulgado na segunda-feira (5).
Ao longo do dia da votação, 204 pessoas foram conduzidas em ocorrências relacionadas a suspeitas de crimes eleitorais. A PF também instaurou 49 inquéritos policiais e lavrou 100 termos circunstanciados de ocorrência para investigar possíveis irregularidades.
Entre os principais crimes apurados estão propaganda eleitoral irregular e corrupção eleitoral, especialmente casos relacionados à compra de votos. Segundo a PF, os valores referentes aos bens e ao dinheiro apreendidos ainda são preliminares e passarão por validação.
As ocorrências foram registradas em 23 estados e no Distrito Federal. São Paulo está entre as unidades da Federação onde houve atuação da Polícia Federal, assim como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
O balanço final mostra crescimento das ocorrências ao longo do domingo. Às 11h30, a PF contabilizava cinco inquéritos, 12 termos circunstanciados e 48 pessoas conduzidas. Naquele momento, R$ 769,3 mil haviam sido apreendidos em bens e valores, incluindo R$ 363,6 mil em espécie.
Às 20h30, o número de pessoas conduzidas já havia chegado a 194, enquanto 35 inquéritos tinham sido instaurados e 97 termos circunstanciados registrados. As apreensões somavam R$ 1,83 milhão em bens e valores.
Acumulado do ano
Considerando todas as ações realizadas em 2026 até o fim do primeiro turno, a Polícia Federal instaurou 1.337 inquéritos relacionados a crimes eleitorais. As apreensões acumuladas ultrapassaram R$ 47,5 milhões em bens e valores.
Desse montante, aproximadamente R$ 31 milhões correspondem a dinheiro em espécie apreendido em operações e ocorrências investigadas pela corporação.
A PF atua em todo o território nacional na prevenção e repressão a crimes eleitorais e na investigação de fatos de competência da Justiça Eleitoral. Segundo a instituição, os números podem sofrer alterações devido ao registro de novas ocorrências, ao andamento das investigações e à atualização dos sistemas.
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